COM MEDO DE SER PRESO: Sob pressão de aliados, Temer cancela agenda oficial desta quinta e se reúne com ministros

O presidente Michel Temer decidiu cancelar todos os compromissos que constavam na agenda oficial nesta quinta-feira (18). Depois, ele recebeu ministros do núcleo político em seu gabinete no Palácio do Planalto.

A decisão de cancelar os compromissos foi tomada um dia após o colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim informar que os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Ao chegar ao Palácio do Planalto, por volta das 8h05, o presidente chegou a receber o senador Sérgio Petecão (PSD-AC). A reunião era o primeiro dos 18 encontros que estavam agendados para Temer nesta quinta e já estava prevista na quarta, antes de as primeiras informações envolvendo Temer terem sido divulgadas.

Logo após a reunião com o parlamentar, porém, os outros 17 compromissos que constavam na agenda foram cancelados. Entre os compromissos, estavam encontros com deputados federais, estaduais, senadores, presidentes de partidos. No site do Planalto, a agenda foi substituída para “despachos internos”.

Depois de cancelar os encontros, o presidente se reuniu com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).

Antes do cancelamento, os encontros estavam marcados para ocorrer a cada meia hora, sem intervalos nem para almoço. Em reunião com o núcleo político do governo, Temer avalia se fará algum pronunciamento oficial, como informou a colunista do G1 Andréia Sadi.

O Salão Leste do Palácio, local onde normalmente são realizadas as entrevistas à imprensa, está preparado desde a noite de quarta.

A segurança do Planalto também foi reforçada. Na parte externa, grades foram colocadas cercando o prédio para evitar a ação de manifestantes.

Na parte interna, seguranças e integrantes do Batalhão da Guarda Presidencial, do Exército, também circulam pelo prédio a fim de limitar a circulação dos jornalistas.

G1

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