CONFIANTE: Senadora diz que denúncias podem fazer alguns indecisos votarem contra impeachment

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As graves denúncias veiculadas na imprensa, no final de semana, contra o presidente interino Michel Temer (PMDB) e o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), podem favorecer a presidente Dilma Roussef na luta contra o impeachment.

A avaliação é da senadora Regina Sousa (PT/PI). Segundo ela, as denúncias podem fazer alguns senadores que se dizem indecisos votarem contra o afastamento definitivo da presidente.

A senadora se refere às denúncias contidas no que seria parte da “pré delação premiada” de executivos da empreiteira Odebrecht e divulgadas pela imprensa nacional no fim da semana passada.

Na “pré delação”, segundo documentos vazados para a imprensa, os delatores dizem que o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB) teria recebido R$ 23 milhões da Odebrecht, via caixa dois, para a campanha presidencial dele em 2010. Corrigido pela inflação do período, o valor da “propina” repassada a Serra seria, hoje, o equivalente a R$ 34,5 milhões.

Regina Sousa acredita que com “essas últimas notícias, os senadores e senadoras que se ainda se dizem indecisos podem mudar o voto. Acredito que isso pode decidir a nosso a favor. Não posso garantir com 100% certeza, mas vejo que agora há um elemento forte para definição de votos”, diz a senadora petista.

A senadora informou que ainda nesta segunda-feira, à noite, a bancada do PT no Senado e na Câmara vão se reunir para avaliar traçar o plano de ação da semana. Ela garante que as recentes denúncias contra membros do governo e contra o próprio Temer serão discutidas.

“Alguns senadores já se manifestaram. O senador Lindemberg Farias pediu o imediato afastamento do ministro José Serra pela gravidade das denúncias feitas por executivos da Odebrecht”, disse a senadora petista.

A pré delação da Odebrecht também atinge em cheio o próprio presidente interino Michel Temer e outros políticos do PMDB, PSDB e outros partidos. Temer teria recebido R$ 10 milhões da empreiteira. As negociações do pagamento teriam sido conduzidos por Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente com o próprio ex-presidente da empresa.

A delação dos executivos da Odebrecht, ainda em negociação com o Ministério Público Federal, inclui a do ex-presidente da empreiteira, o empresário Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba (PR) e condenado pelo juiz Sérgio Moro na operação Lava Jato.

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