CONFUSÃO: Advogado do ex-presidente alega parcialidade do juiz e diz que Moro não tem moral para julgar Lula;

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Em mais um capítulo da mais emblemática queda de braço da Lava Jato, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao juiz federal Sérgio Moro que ele é suspeito para julgar o petista. Na petição de 43 páginas anexada aos autos da Justiça Federal em Curitiba, os advogados do ex-presidente alegam parcialidade do juiz da operação.

Lula protocolou duas exceções contra Moro: a de suspeição e outra por incompetência, na qual alega que a investigação contra ele não deveria ficar nas mãos do juiz da Lava Jato, uma vez que os supostos crimes não teriam ocorrido no Paraná. A exceção de incompetência provocou uma contundente reação do Ministério Público Federal, chamado a se pronunciar sobre os fatos, que atribuiu ao petista participação no “esquema criminoso da Petrobras” e ter se beneficiado dele.

A exceção de suspeição foi ajuizada em 5 de julho. Em resposta, Moro rebateu os argumentos da defesa do ex-presidente e decidiu, taxativamente, não abrir mão do caso, alegando que “falta seriedade” à argumentação da defesa.

Os advogados de Lula foram, então, à réplica, em 4 de agosto. No documento de 43 páginas, a defesa do petista afirmou que Moro “não se mostra revestido da necessária imparcialidade para a cognição e julgamento da causa” e listou 13 “evidências que traduzem o profundo comprometimento de sua isenção”.

O documento cita a condução coercitiva de Lula – quando o petista foi obrigado a depor à Polícia Federal – e os grampos que flagraram o ex-presidente falando com Dilma sobre uma suposta obstrução à investigação, em março deste ano. As interceptações telefônicas mostraram um Lula irado com a Lava Jato.

Além das críticas em relação às suas decisões, a defesa do ex-presidente também citou outros pontos que, para ela, obrigariam Moro a deixar os julgamentos da Lava Jato – entre eles a “proximidade íntima com setores da imprensa”, o que levaria a vazamentos sistemáticos de atos processuais e dados pessoais do petista.

Para a defesa, ainda, a participação de Moro em eventos organizados por “inimigos políticos” de Lula, como lançamentos de livros, também corroborariam a tese de que o juiz não poderia julgar o petista por “contaminar sua imparcialidade para decidir a causa”.

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