CRISE NOS TUCANOS: Revoltado Tasso diz que irá separar o joio do Trigo, mas Goldman tenta apagr o fogo

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BRASÍLIA – A primeira medida adotada pelo presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, foi criar uma comissão eleitoral para tentar pacificar e ordenar a disputa pela presidência do partido em dezembro. A comissão é composta por ele, o secretário-geral deputado Silvio Torres (SP), o diretor de gestão João Almeida e dois representantes dos dois candidatos: o senador Tasso Jereissatti (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Tasso vem repetindo que tem diferenças irreconciliáveis com o grupo de Aécio e acha difícil um entendimento. Hoje, voltou a citar que existem dois grupos no PSDB e defendeu que o partido tenha qualidade e não quantidade. Para ele, sua candidatura está separando o joio do trigo.

— Existe o PSDB nosso, que fez a grande revolução aqui no Ceará. Existe o PSDB do Mário Covas, do Fernando Henrique, que acabaram com a inflação e mudaram o Brasil. E existe o PSDB do momento, que ao logo dos anos perdeu o rumo. Agora vai separar o joio do trigo para enfrentar esse momento de desafio do Brasil. É muito difícil o momento do Brasil, e a gente precisa estar pronto. Pronto não é em quantidade, pronto é em qualidade – afirmou.

Diante do discurso duro de Tasso nesta sexta-feira durante a convenção estadual no Ceará pregando a separação do “joio do trigo”, acusando o presidente licenciado Aécio Neves (MG) de fisiologismo, e dizendo que ele apoia um candidato que quer a continuidade, Goldman pediu que o senador cearense se acalme, deixe de lado problemas pessoais com Aécio e contribua para a pacificação interna do PSDB.

Os aliados do governador Marconi Perillo reclamam que Tasso está fazendo um movimento para expurgar do partido o grupo adversário. Goldman criticou a postura beligerante de Tasso e pediu que ele contribua para a pacificação.

— O senador Tasso precisa se acalmar e espero que ele contribua para uma pacificação. O que existe de diferenças irreconciliáveis em relação à visão de país? Isso não é um programa de país, de visão política de país. Ele não está levando em conta os interesses do país, mas interesses internos e pessoais — respondeu Goldman.

O GLOBO

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