Depois de corrupção em Ministério, Toquarto toma posse

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O presidente em exercício, Michel Temer, deu posse nesta quinta-feira (2), em cerimônia no Palácio do Planalto, ao jurista Torquato Jardim como novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, pasta que substituiu a Controladoria-Geral da União.

Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jardim assume o posto no lugar de Fabiano Silveira, funcionário de carreira do Senado que estava no posto desde 12 maio, a convite de Temer

Silveira pediu demissão na última segunda (30) em razão da repercussão negativa de um um áudio em que ele, em uma conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticava a Operação Lava Jato – a gravação foi exibida com exclusividade pelo Fantástico no domingo (29).

A troca de comando no Ministério da Transparência é resultado da segunda queda, nos últimos dez dias, de ministros do governo.

Na semana passada, o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, também deixou o posto após ser revelado áudio em que ele sugeria um “pacto” contra a operação que investiga o esquema de corrupção que atuou na Petrobras – Jucá responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal que investigam a participação de políticos no esquema.
Acordos de leniência

Responsável pela pasta que tem como objetivo o combate à corrupção no governo federal, Torquato Jardim afirmou nesta quarta, em entrevista à TV Globo, ter acertado com Temer que uma de suas prioridades à frente do ministério será conduzir a discussão de uma nova lei para o governo tenha condições de fechar acordos de leniência com empresas envolvidas em irregularidades, como, por exemplo, as envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.

Ele também disse que a “questão econômica” deverá ser levada em conta, em conjunto com os aspectos jurídicos, na hora de o governo federal fechar os acordos de leniência.

Esse tipo de acordo é aquele em que uma empresa envolvida em algum tipo de ilegalidade denuncia o esquema e se compromete a auxiliar um órgão público na investigação. Em troca, pode receber benefícios, como redução de pena e até isenção do pagamento de multa. O acordo é conhecido como a “delação premiada” das empresas.

À TV Globo, ele acrescentou ainda não ter “restrição alguma” à Operação Lava Jato, porque “apoia” os trabalhos da polícia, da Justiça e do Ministério Público.

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