Diogo Mainardi do Antagonista mantinha ‘parceria’ com empresa citada na Lava Jato

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Diz o Globo que um contrato de projeto de publicidade com o objetivo fictício de “aproximar o governo de Angola e a população do país” foi a saída encontrada pela Odebrecht e pelo marqueteiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Paulo Vasconcelos, para justificar uma contribuição de R$ 3 milhões em caixa 2 para a campanha do tucano à Presidência, em 2014.

Segue:

O pagamento — realizado em duas parcelas de R$ 1,5 milhão — foi repassado pela empreiteira diretamente na conta da PVR Marketing e Propaganda Ltda., empresa do marqueteiro, e não foi declarado à Justiça Eleitoral.

A informação consta dos depoimentos do diretor de Infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, e do superintendente da Odebrecht em Minas Gerais, Sérgio Neves.

Segundo os delatores, não foi a primeira vez que isso ocorreu: em 2009 e em 2010, a Odebrecht pagou R$ 1,8 milhões a Vasconcelos, em parcelas mensais de R$ 150 mil, como colaboração para a pré-campanha de Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas.

Os valores também não passaram pelas contas oficiais. De acordo com os delatores, a época foi criado um contrato com “escopo fictício”, no caso, um “plano estratégico de comunicação da Odebrecht”.

“Em junho de 2009, Benedicto Júnior me procurou reportando que havia acertado com Aécio Neves apoio para a pré-campanha de Antonio Anastasia ao governo de Minas. Ele me indicou que o valor que a empresa iria contribuir era no valor de R$ 1,8 milhão e que deveria ser feito via um contrato com o marqueteiro do Aécio, o Paulo Vasconcelos”, narrou Sérgio Neves em seu depoimento à força-tarefa da Lava-Jato.

(…)

Segundo Sérgio Neves, o mesmo teria ocorrido em 2014, quando, de igual forma, Benedicto Júnior o teria ligado e informado que havia acertado com Aécio a contribuição no valor de R$ 6 milhões para a campanha tucana à Presidência. O superintendente da Odebrecht em Minas diz ter feito novo contato com Vasconcelos, quando marcaram reuniões no escritório da empreiteira em Belo Horizonte e também no escritório do marqueteiro.

“Eu disse que estava desconfortável em fazer contrato neste valor (R$ 6 milhões) sem prestação de serviços. Eu sugeri: vamos fazer os R$ 3 milhões, e os outros R$ 3 milhões só no início de 2015. O Paulo concordou”, afirma o executivo.

Paulo Vasconcelos é, também, o dono da Webcitizen, definida pelos donos do Antagonista como “parceira”, como registrou o Blog da Cidadania.

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