DISCURSO: Cardozo se emociona e diz que Eduardo Cunha foi acobertado pelos derrotados;

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O advogado e ex-ministro José Eduardo Cardozo, que defende a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, discursou hoje no Senado na fase da exposição da acusação e da defesa e citou o deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como vértice do processo, juntamente com “os derrotados na eleição de 2014” e “aqueles que queriam parar a Lava Jato”.

Cardozo disse acreditar que muitos apoiaram Cunha por ver, nele, o homem capaz de desestabilizar o governo. O recado era, segundo Cardozo: “parem com a Lava Jato, demitam o ministro da Justiça e o chefe da PF”. Ele destacou ainda que o pedido de impeachment foi aceito por Cunha depois de o deputado ter chantageado o PT a votar a favor dele no Conselho de Ética, onde corria processo de sua cassação. “A encarnação deste problema tem nome e sobrenome: se chama Eduardo Cunha”, declarou.

Em seu discurso, Cardozo resgatou a biografia de Dilma e declarou que o que ocorre no Senado é um “assassinato de reputação”. “No presidencialismo não se condena alguém sem crime e com atos desses”, afirmou. Cardozo voltou a falar em “pretextos” como as motivações para derrubar Dilma, reforçando o discurso da própria presidente feito ontem aos senadores.

“Passado algum tempo, ninguém lembrará mais deles. Porque são insustentáveis”, acrescentou, sobre as motivações alegadas para o afastamento da presidente. “É uma pena de morte política. Poderão os senhores dormirem tranquilamente daqui para a frente?”, questionou Cardozo.

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