E TOME ESCÂNDALO: Cunha recebeu propina da JBS através de empresa ligada a Temer; SAIBA!

08/07/2015. Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil. Brasil. Brasília - DF. O vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, participam da Homenagem Póstuma ao ex-deputado Paes de Andrade.

As provas entregues pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em sua delação premiada complicam ainda mais Michel Temer (PMDB). As planilhas mostram que a empresa indicada pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) para receber propinas da empresa, a Persoft Informática, tem entre seus sócios o filho de Sandro Mabel, que, até recentemente, era assessor especial de Temer, ocupando a mesma sala de Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”.

A Persoft Informática, em 2014, que tem entre os sócios o filho de Mabel (Sandro Marques Scodro), recebeu quatro pagamentos (R$ 680 mil, R$ 420 mil, R$ 600 mil e R$ 300 mil) que somam R$ 2 milhões. Nas planilhas, ao lado do nome da Persoft, está entre parênteses as letras EC, iniciais de Eduardo Cunha. Joesley classificou Cunha como um político “incisivo” e “bom de briga”.

O empresário afirmou que Eduardo Cunha cobrava propinas sempre justificando a necessidade de pagar terceiros. “‘Eu preciso comprar outros deputados, em tese o dinheiro era sempre para uma terceira pessoa.”

Sandro Mabel

O ex-deputado federal por Goiás Sandro Mabel atuou pesado no Congresso no golpe contra a presidente deposta Dilma Rousseff. Homem de confiança de Michel Temer, Mabel era uma espécie de “faz tudo” do peemedebista.

O jornal Valor Econômico revelou em novembro do ano passado que Mabel atuava livremente no Palácio do Planalto e no Congresso sem ter nomeação oficial. A dizia que Mabel, peemedebista histórico, costumava despachar até em gabinetes das lideranças do governo e do PMDB na Câmara. Até ministros ficavam surpresos com a desenvoltura e a funcionalidade do ex-deputado goiano.

Mabel foi designado, em ato de Temer, como “colaborador eventual” do governo – “função” criada por um decreto de 1967, que dá direito a uma sala no Palácio do Planalto, carro oficial, diárias, passagens e cartão corporativo, mas não a salário, pelo prazo de um ano, com direito a mais um de prorrogação.

Demissão

Em maio deste ano, alegando motivos familiares e de negócios, Mabel pediu exoneração do cargo de assessor especial de Michel Temer.
No mesmo mês, o Ministério Público Federal em Goiás requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito contra Sandro Mabel, para apurar supostos ilícitos ocorridos em 2010, envolvendo ex-executivos da construtora Odebrecht. Conforme investigação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivos da construtora relataram pagamentos feitos, supostamente para doação de campanha, a Mabel, que à época concorria a uma vaga de deputado federal.

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