KIT ANTIGOLPE: Grupo de juristas prepara um material para ser distribuído no senado sobre democracia;

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Um grupo de juristas contrários ao impeachment prepara uma cartada final para tentar convencer senadores a votarem contra o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff no final de agosto.

Eles distribuirão aos parlamentares uma espécie de “kit antigolpe”, que reúne um DVD, um livro e uma carta com conteúdo personalizado, que varia conforme o posicionamento do senador em relação ao processo.

O kit traz a etiqueta “presentes pela democracia”, a gravação da sessão do Tribunal Internacional Sobre a Democracia, que ocorreu em julho no Rio de Janeiro e inocentou Dilma em sentença simbólica, um exemplar do livro “A Resistência ao Golpe de 2016” e a impressão de duas peças do Ministério Público Federal “que constatam não ter havido crime de responsabilidade”.




Fotos do material foram compartilhadas nesta segunda-feira 1º nas redes sociais pelo senador Paulo Rocha (PT-PA). Segundo reportagem de Gibran Mendes para os Jornalistas Livres, o kit será distribuído a partir da próxima semana para três grupos diferentes de senadores: “os golpistas assumidos, os que ainda estão em cima do muro e os defensores da democracia”.

Por Gibran Mendes, para os Jornalistas Livres

Um grupo de juristas em defesa da democracia prepara um “Kit Anti-Golpe” que será enviado a partir da próxima semana para três grupos diferentes de senadores: os golpistas assumidos, os que ainda estão em cima do muro e os defensores da democracia. O conjunto será composto por um DVD com a gravação do Tribunal Internacional que julgou o golpe no Rio de Janeiro, uma cópia impressa da sentença da Corte, um exemplar do livro “A Resistência ao Golpe de 2016”, a impressão de duas peças do Ministério Público Federal que constata não ter havido crime de responsabilidade, o manifesto assinado de Fábio Konder Comparato e Dalmo Dallari assinado por outros juristas, além de uma carta específica para cada um dos grupos citados.

“Queremos que todos saibam da decisão que estão tomando até para que, no futuro, não possam alegar desconhecimento. Todos nós sabemos, mas é preciso reforçar, que não há base jurídica, muito pelo contrário. Além disso também desejamos que esse processo todo fique registrado para a história. Que daqui 20 anos nossos filhos possam saber qual foi a narrativa que prevaleceu. Lutamos pela democracia, mas também pela nossa biografia”, explica o advogado e professor universitário Wilson Ramos Filho, um dos organizados da trilogia de livros sobre a resistência ao golpe.




Além da publicação “A Resistência ao Golpe de 2016”, outros dois livros devem ser lançados com temática semelhante. O primeiro deles já tem data agendada. No dia 8 de agosto, durante o Circo da Democracia, evento que será realizado em Curitiba, será lançado “A Classe Trabalhadora e a Resistência ao Golpe de 2016”. Na sequência será a vez do terceiro volume, intitulado “A Resistência Internacional ao Golpe de 2016”.

“As três obras compõem a trilogia que trazem a visão deste momento brasileiro do ponto de vista de juristas, jornalistas, economistas, lideranças populares e sindicais, além de grandes figuras que vivem fora do Brasil e, mesmo distantes fisicamente, fazem a sua parte nesta resistência”, conclui Wilson Ramos Filho.



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