LAVA JATO: Polícia Federal identifica Aécio em uma nova relação; CONFIRA!

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Em relatório anexado ao inquérito da empreiteira Andrade Gutierrez, a Polícia Federal analisou as informações contidas em celulares apreendidos com o Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da construtora. A PF destacou no documento as conversas sobre valores destinados a uma associação presidida pela irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, e troca de mensagens com Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), e apontado como tesoureiro informal do tucano. Atualmente, o parlamentar é alvo de dois inquéritos do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Lava Jato.

As conversas com Borges são de agosto de 2014, durante a campanha presidencial de Aécio, segundo relato do Estadão. Em junho do ano passado, 247 mostrou que a Andrade foi a maior doadora de recursos da campanha de Aécio à presidência da República em 2014. De acordo com dados obtidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram 322 doações para o então candidato tucano no ano passado, somando mais de R$ 20 milhões.

“Destaca-se mensagens de Otávio Marques e Oswaldo Borges da Costa e Otávio Marques e +556981266901 analisadas em conjunto pois é possível que estejam relacionadas à doações eleitorais”, informa o relatório da PF.




De acordo com segundo o agente federal Di Bernardi, autor do relatório, as “mensagens aparentemente contradizem o Termos de Declaração de Otávio no tocante a forma como se davam as doações eleitorais”. Em sua delação, o ex-presidente da Andrade não delatou pagamento de propina ou fraudes praticadas em licitações à época que o Aécio governava Minas Gerais.

Em 27 de agosto, Oswaldo pergunta a Otávio se era possível “falar na quinta às 19h em Sp”. Dois dias depois, Otavio responde: “Já foi feito”. Oswaldo agradece no mesmo dia: “Obrigado Otavio. Com vc funciona!!!rsrs”.

“Observa-se que tanto na mensagem para Manoel Araujo como na mensagem para Oswaldo Borges, Otávio encaminha, praticamente no mesmo horário do dia 29/08/2014, a mensagem “Já foi feito”, sendo que ambos agradecem. Informações em fontes abertas associam Oswaldo Borges da Costa Filho à Aécio Neves (seria genro do padrasto de Aécio108)”, diz o relatório.

Apontada como braço-direito do senador, Andrea Neves, irmã do tucano, aparece no relatório da PF por ter presidido a associação civil Servas – Serviço Voluntário de Assistência Social. No dia 22/11/2012, Otávio recebe mensagem de Jose Augusto Figueira, então suplente do conselho de administração da Oi e presidente da Oi Futuro.




Figueira diz a Otávio que possui saldo de R$ 1,5 milhões e que “para o Servas reservara, 160 ou 320 mil e que aguarda retorno asap”. Além de apontar a associação mineira, presidida entre 2003 e 2014 por Andrea Neves, a PF ressaltou que dada a proximidade das datas é possível que o assunto Servas tenha relação com uma reunião realizada um dias antes.

A reunião foi agendada dois dias antes da conversa sobre o Servas. No dia 20, um interlocutor identificado como Major Braga enviou a seguinte informação para o ex-presidente da Andrade Gutierrez: “Boa noite Dr Otávio! A pedido do Senador Aécio Neves preciso falar com o senhor! Obrigado, Major Braga”. Braga envia outra mensagem: “Dr Otávio, Senador Aécio Neves pede para avisar que irá dormir na residência da mãe dele, Sra. Ines Maria. Reunião amanhã transferida para o endereço, Rua Prefeito Mendes Moraes, nr 1100 / Cobertura – RJ”.

De acordo com a PF, mesmo após a troca do local do encontro, Otávio “confirma o recebimento” e diz que “estará lá no dia seguinte”.

Em nota enviada por meio de sua assessoria, Aécio afirmou que “as mensagens são autoexplicativas e trazem um conteúdo absolutamente correto, não apontando qualquer irregularidade”. Segundo o texto, “a troca de mensagens publicada pelo jornal, entre Oswaldo Costa e Otávio Azevedo, foi feita no mesmo dia 29 de agosto em que foi realizada uma doação da Andrade Gutierrez à campanha presidencial do PSDB de 2014, como consta da declaração feita a justiça eleitoral”.

“Sobre a mensagem que cita o Serviço Voluntário da Assistência Social (Servas), trata-se de uma entidade criada há mais de 60 anos, vinculada ao governo de Minas. A entidade implanta e apoia programas sociais em todo o Estado e, para isso, ao longo de toda a sua história, conta com o apoio de doações de empresas privadas”, diz a nota

“A presidência da entidade é tradicionalmente exercida pelas primeiras damas do Estado, como ocorre em outras unidades da Federação. Durante os governos Aécio Neves e Anastasia, a entidade foi dirigida por Andrea Neves”, completa.

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