MANOBRA: PR altera titulares da CCJ na Câmara e Cunha será beneficiado; CONFIRA!

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Maranhão (PP-MA), que pode mudar as regras do rito de votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PR alterou a composição de seus representantes no colegiado nesta quarta-feira (8). A prática, que está se tornando comum no Conselho de Ética e, agora, atingiu também a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Os titulares Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP) deixaram as titularidades e foram para a suplência. Já os suplentes Laerte Bessa, do Distrito Federal, e Wellington Roberto, da Paraíba, passaram a ocupar as vagas de titulares –os três são membros do Conselho de Ética e integram a tropa de choque de Eduardo Cunha no colegiado. A deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), que está de licença maternidade e era suplente, foi substituída pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA).




As mudanças causaram surpresa e revolta no plenário da CCJ. “Isso é um precedente inédito muito grave. Cheira mal”, protestou Jorginho Mello, que reclamou de ter sido substituído sem consulta prévia. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), por sua vez, declarou que a CCJ passa agora pelo “espetáculo da troca de membros”. “O Congresso brasileiro nunca esteve tão baixo”, afirmou.

O petista Wadih Damous (RJ) chamou a mudança de “manobra espúria” e disse que, se o parlamento não tomar providências, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público agirão. “Se não assumirmos aquilo para o qual fomos eleitos, outros o farão”, disse.

O parecer do deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre a consulta de Maranhão só será lido na CCJ na sessão desta quinta-feira. Nesta quarta-feira (8), Lira protestou contra a obstrução dos partidos que não querem discutir o assunto e pregam que não haja mudança no rito de votação de processo disciplinar no plenário. “Não se pode negar a discutir qualquer tema”, reclamou.




Um dos partidos que declararam obstrução à discussão e votação do parecer de Lira é o DEM. “Essa matéria não atende aos interesses da Casa”, justificou o líder da bancada, Pauderney Avelino (AM).

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