MORO DESACREDITADO: Defesa de Lula diz que o juiz Moro não age como magistrado e sim como justiceiro; CONFIRA!

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O juiz Sergio Moro demonstrou mais uma vez que perdeu a imparcialidade para julgar Lula quando enviou ao Supremo Tribunal Federal um ofício aponta uma série de irregularidades nos áudios gravados e vazados para a imprensa a partir da interceptação telefônica do ex-presidente na Operação Lava Jato. Naquele momento, Moro fez um pré-julgamento do petista, alegou o advogado Cristiano Zanin, em entrevista publicada nesta sexta (22).




“Em um ofício remetido pelo juiz Moro ao Supremo Tribunal Federal no dia 29 de março, o juiz fez 12 acusações contra o ex-presidente Lula e as pessoas que participaram das conversas telefônicas. Nesse momento, o juiz sai da figura do juiz imparcial e passa a ser um juiz acusador, figura incompatível com as garantias constitucionais do devido processo legal.”

Segundo Zanin, a postura de Moro na Lava Jato escancara a necessidade de divisão entre o juiz instrutor do processo e o juiz de acusação, pois como instrutor, Moro tem se comportado constantemente como um acusador, demonstrando que as chances de defesa dos investigados são pequenas.




A crítica de Zanin sobre Moro não é nenhuma novidade. Em entrevista ao GGN em maio de 2015, o criminalista Celso Villardi, que fez a defesa da Camargo Corrêa na Lava Jato, fez o mesmo apontamento.

A defesa de Lula insistiu que Moro não tem competência para julgar o ex-presidente, uma vez que os inquéritos nada têm a ver com corrupção na Petrobras. Além disso, quando a Procuradoria Geral da República pediu para inserir o nome de Lula no inquérito mãe da Lava Jato, automaticamente a investgação deveria ter sido levada ao Supremo Tribunal Federal.

“Nós não reconhecemos a competência de Moro, seja porque os assuntos que foram levados a ele sobre o ex-presidente não têm nenhuma relação com Curitiba, seja porque não há nenhum elemento concreto que possa vincular esses assuntos à Petrobras e, por consequência, à Lava Jato. Outro aspecto é que o procurador-geral da República pediu que o ex-presidente fosse incluído em uma investigação que está tramitando no Supremo Tribunal Federal. Entendemos que, se o procurador-geral fez esse pedido, não é possível que se tenha ao mesmo tempo uma investigação sobre o mesmo fato tramitando no Supremo e em primeiro grau.”

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1 comentário

  1. Geraldo Lobo Diz

    Esse juiz faz o papel de vários setores da justiça que em benefício da sociedade são desconectados: a polícia, a promotoria e o juizado, propriamente dito, a sabiendas que os três setores possuam a sua independência e podem se quiserem aceitar ou não as ordens e comandos superiores. Assim foi na Alemanha nazista em que os oficiais das três armas ‘cumpriam’ ordens de cima — ou não (coisa rara!)
    Existe nos países que adotaram as leis napoleônicas, o princípio do inocente até se provar culpado, coisa que flui amplamente nesses três setores com absoluta segurança e supõe-se, maturidade em termos de se saber dos efeitos de causa-efeito, de antemão! É um erro crasso esse tipo de ação indiscriminada e sem sentido, exceto o de massacrar os indivíduos do outro lado da política em comando. É errado mesmo! E o custo desses erros serão pagos no futuro!

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