NO RIO: Garotinho teria ajudado duas investigadas a fugirem da Justiça

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ex-governador Anthony Garotinho (PR) é suspeito de ter ajudado duas investigadas a fugir da Justiça. A Operação Chequinho interceptou mensagens de Garotinho e descobriu que, em outubro do ano passado, a então vereadora eleita Lindamara disse ao filho, pelo WhatsApp, que o ex-governador havia reservado um hotel e orientado que ela fosse para o Rio de Janeiro.

Segundo informações do jornal O Globo, a ex-secretária de Assistência Social Ana Alice Alvarenga também fez parte da viagem. No entanto, na semana seguinte, elas foram presas preventivamente, pois são acusadas de participação nas fraudes do programa Cheque Cidadão. As duas já estão em liberdade.

A Justiça investigou que a ida ao Rio era uma forma de auxiliar a “subtração dos foragidos à ação de autoridade pública”. Segundo as investigações, além de dificultar que elas fossem encontradas, a viagem tinha o objetivo de bolar uma estratégia conjunta de reação às apurações que estavam em andamento.

“As mensagens acima indicam que o réu (Garotinho) e outros agentes integrantes da associação criminosa e sob o seu comando praticaram, em tese, o crime de favorecimento pessoal, já que as pessoas mencionadas nas mensagens interceptadas pela Polícia Federal estavam com a prisão decretada por este juízo, tendo aquele grupo auxiliado a subtração dos foragidos à ação de autoridade pública”, afirmou o juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes.

Garotinho foi preso nesta quarta-feira (13). Ele deve cumprir prisão domiciliar em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O ex-governador foi condenado a 9 anos de prisão em regime fechado por compra de votos (crime de corrupção eleitoral) — esta condenação precisa ser confirmada em segunda instância para passar a vigorar.

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