Organização da Causa Operária realiza evento e confirma “confiança” na anulação do impeachment por parte do STF

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff sanciona o novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta aproxima as universidades das empresas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nessa terça-feira, dia 10, aconteceu o ato-debate “Por que lutar pela anulação do impeachment?”, no auditório da sede do Sindicatos dos Professores Estaduais de São Paulo (APEOESP). Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no local para debater os meios para a organização de um movimento contra o golpe de Estado e pela anulação do impeachment.

O debate contou com a participação da companheira Edva Aguilar, militante independente do PT que organiza o movimento “Anula STF”, de Malu Aires, cantora, compositora e ativista contra o golpe, Engênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, e Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária.

O ponto central e comum do ato foi justamente a importância de organizar o movimento contra o golpe, desfazendo toda a confusão política que a maior parte dos partidos da esquerda entraram após o impeachment. A principal crítica de todos ali presentes era a política de eleições que levou à desmobilização do movimento contra o golpe que se formou para lutar contra o impeachment de Dilma. Nesse sentido, o companheiro Rui Costa Pimenta destacou a coesão das quase 200 pessoas ali presentes, o que mostra que há uma base para a formação de um sólido movimento pela anulação do impeachment.

De fato, o ato dessa terça-feira foi o início da campanha pela criação em todo o País de comitês de luta contra o golpe. A partir dali, deverão ser organizados atos em vários estados. Já na sexta-feira, dia 13, está marcado um ato em Belo Horizonte, com a participação das companheiras Edva Aguilar e Malu Aires.

Um movimento de luta é sempre vitorioso

As falas de todos os companheiros foram marcadas pela denúncia do golpe e dos golpistas. A companheira Edva destacou o papel do PCO como pioneiro da luta contra o impeachment. Ela afirmou que a luta pela anulação do impeachment é condição para a volta da democracia. A eleição e o voto não têm sentido nenhum se a presidenta eleito continuar ilegalmente afastada.

O próximo a falar foi o companheiro Rui, que destacou que o golpe, diferente do que pensa a maioria da esquerda, não foi apenas a troca de governo. “O Golpe visa modificar profundamente a relações políticas e institucionais no País” e completou: “A partir do momento em que rasgaram o voto popular, nós entramos numa espécie de selva do ponto de vista das instituições democráticas.”

Rui afirmou ainda que a necessidade de lutar contra o golpe e pela anulação do impeachment é que está em risco tudo aquilo que representa mínimas conquistas democráticas desde a ditadura. “Se não houver uma resistência popular séria, eles vão engolir todos os direitos populares”, o presidente do PCO terminou sua fala explicando que é possível e necessário derrotar o golpe, que os golpistas estão em crise institucional nesse momento em grande medida causada pelo grande movimento que se criou contra o golpe. Nesse sentido, fica a lição: “um movimento de luta como esse sempre é vitorioso”, diz ele.

Em seguida, a companheira Malu Aires destacou que a iniciativa do ato deveria ser espalhada para outras cidades do País. “Estamos aqui para defender a democracia. Estamos aqui para defender o futuro do País”, afirmou.

O último a falar foi Eugênio Aragão, que criticou duramente a política da maioria dos parlamentares petistas de tentar fazer “oposição” aos golpistas no Congresso Nacional, ele disse: “aqueles que resistem ao golpe são inimigos do golpe, não oposição. Quando Temer assaltou o poder, ele se comportou como um inimigo, e inimigos são tratados como inimigos”. Ele afirmou ainda que entrar no jogo parlamentar com aqueles que deram o golpe e que traíram é um enorme erro.

Por fim, Eugênio mostrou que é preciso enfrentar os golpistas. A política da direita é de intimidação, “é preciso berrar mais alto que ela para sermos ouvidos”, disse o ex-ministro.

Além das mais de 200 pessoas presentes, outras centenas de pessoas acompanharam o ato-debate, que foi transmitido ao vivo pela Causa Operária TV. É preciso organizar a formação dos Comitês de Luta contra o golpe em todas as cidades, publicar materiais e organizar uma grande campanha de rua para derrotar o impeachment e os golpistas. Veja a galeria de fotos do debate e assista ao debate na íntegra:

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