Temer chama policiais federais de ‘facínoras’ e recebe resposta, ‘Presidente indigno’

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Por Luis Costa Pinto, em seu Facebook – Que 3a feira esquisita da peste.

“Setembro Negro”, será? De novo?




Aos fatos:

1. Gilmar Mendes amanhece repleto de certezas: foi gravado por Joesley, num sábado, quando o encontrou para conversa reservada no IDP (seu curso de Direito em Bsb). Conversa marcada por sua sócia, Dalide, que ligava para a JBS pedindo apoio para os eventos do curso. A JBS apoiou. Mais de R$ 2 milhões em 1 ano e meio. A última contribuição, de R$ 650 mil, foi devolvida antes de ser usada porque já havia estourado o escândalos das gravações com Temer.




2. Eu sempre me referi a Eduardo Cunha (sobrtudo aqui) como “facínora”. Ele o é. Não quero deter direitos e reservas sobre a palavra, que é forte. Mas hoje Temer passou a chamar de facínoras… quem? A Polícia Federal? O Ministério Público? Os que mostram o caminho das pedras que darão no oceano de roubos que ele lidera? E isso, posto assim numa nota oficial do Palácio do Planalto, é lido com placidez por todos? Temer e sua assessoria transformam em indignos os aposentos palacianos. Ontem, a assessoria assinou nota dizendo que o chefe “não participa de quadrilha alguma”. Minha gente – parafraseando De Gaulle (que se referia à pesca da lagosta, um tema prosaico), pergunto: podemos ser sérios se áulicos do chefe (de quadrilha? Do Executivo?) agem assim?

3. A Polícia Federal, cujo chefe (o ministro da Justiça Torquato Jardim) estava nos jornais ontem em mau humorada entrevista assumindo que mudará sim o comando da instituição, põe em relatório que Temer se beneficiou de R$ 31,5 milhões de verbas de Caixa 2 e um doleiro/operador financeiro de corruptores e corruptos diz que direcionou R$ 20 milhões da Gol (cujos controladores estão fazendo delação) para Temer. E fica nisso mesmo?

4. Em Brasília, um cronista dá um mau passo e escreve uma crônica tosca fazendo odes à misoginia, ao machismo, ao chauvinismo. Uma elegia a uma suposta (?) estagiária-deusa. Um texto no mínimo cafajeste, mas que passou por ilustradores, diagramadores, editores, executivos – ou não? Publicada a crônica, pau no moço. Hoje ele se desculpa num texto ora humilde, ora covarde (ao falar na mãe, na mulher, nas filhas…).

Segue sendo moído como carne de 2a nos açougues da vida – merece? Deu um mau passo, escreveu um textinho chinfrim, expiou seu carma, está sofrendo, seguramente aprendeu lições – é preciso tanta arrogância vingativa contra o rapaz? Será que a alma dele vai expiar toda a calhordice machista, misógina e recalcada de nossa sociedade?

É isso. E só chegamos à hora do almoço de 3a. Calma que vem mais!

Rerere. Abraços,

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