Doria pegou dinheiro do BNDES para comprar jatinho; SAIBA!

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Fernando Brito, do Tijolaço, acaba de divulgar outro furo espetacular. Ele revela que o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, a exemplo de Luciano Huck, também pegou dinheiro barato do BNDES para comprar um jatinho. Só que foi mais dinheiro: 44 milhões de reais, a juros um pouco mais elevados que o de Huck, 4,5% ao ano (para Huck, foram 3%), mas igualmente inferior a qualquer taxa no mercado. Na verdade, juro subsidiado. Ele escreveu:

Para quem achava que são uma vergonha os R$ 17,7 milhões que Luciano Huck pegou no BNDES com juros subsidiados para comprar um jato Phenom para seus deslocamentos, lamento informar que o escândalo é ainda maior.

João Dória Júnior, que se orgulha de dizer que viaja pelo país e ao exterior com seu próprio avião, esqueceu de contar que o comprou com dinheiro do BNDES, a juros subsidiados, da mesma forma que o apresentador da Globo.

(…)

Tecnicamente, o jatinho não é mais de Dória: assim que se elegeu, “passou” a empresa para o filho, que nunca teve renda alguma, exceto a mesada paterna.

Transferência, claro, de fachada, como o próprio Dória declarou em setembro do ano passado, ao divulgar um vídeo dizendo que não usa dinheiro público em suas viagens, como você pode assistir aqui:

“Não uso dinheiro público, viajo no meu próprio avião. Hoje felizmente tenho condição de bancar minhas viagens. Vim para a vida pública para fazer diferente, para fazer melhor, com inovação, dedicação e transparência. “

Faltou, no quesito transparência, informar que foi pegar o dinheiro, em pleno Governo Lula, no banco público.

Foi comprado por sua empresa, depois da eleição transferida a seu filho, em meados de 2010, embora só em junho de 2011 tenha registrado na Junta Comercial a mudança de atividades para “locação de aeronaves sem tripulação”. De novo, como no cado da empresa de Huck, duvido que haja “locações” que não sejam de fachada.

(…)

E, para evitar que a tropa de advogados de Doria queira me arrancar o que não tenho e que não tirei nunca do BNDES ou de qualquer banco público, repito que a questão não é de legalidade: é de hipocrisia com o discurso de destruição do Estado e da ficção de que o privado é “muito mais eficiente e honesto”. Financiado com dinheiro público, não é?

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