POVO JÁ MANDOU RECADO EM PESQUISAS: Futuro do Brasil nas mãos do TRF4

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recente pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao Instituto MDA Pesquisa deveria ser objeto de profunda reflexão pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Por quê? Vejamos.
Segundo a pesquisa CNT/MDA (1), no 1º turno, Lula venceria em todos os cenários, contra todos os principais candidatos, sempre obtendo cerca de um terço da preferência do eleitorado. Da mesma forma, em todos os cenários Bolsonaro figura em segundo lugar e Marina Silva em terceiro. Ciro Gomes aparece em quarto, quando Aécio Neves é o candidato do PSDB, ou em quinto, quando os tucanos vêm de Alckmin ou Dória.




No 2º turno, Lula também vence em todos os cenários, contra todos os principais candidatos, com votação na faixa de 40% a 42% dos eleitores, com o candidato em segundo, seja quem for, obtendo cerca de 23 a 28% dos votos, exceto Aécio Neves, que obtém míseros 14,8% dos votos. Para um candidato que obteve 48% dos votos no segundo turno da eleição presidencial de 2014 e, por isso mesmo, deveria contar com um excelente recall, trata-se de uma queda vertiginosa, decorrente, claro, das incríveis barbeiragens políticas perpetradas pelo político mineiro, que demonstrou nada ter herdado da sabedoria política do avô Tancredo. Tais barbeiragens foram as catalisadoras do golpe midiático-jurídico-parlamentar sofrido pelo país que devolveu aos pobres e miseráveis o seu lugar na história: a sarjeta da sociedade.




Aécio, hoje, é um fantasma político, não somente em nível nacional, como também em Minas, onde perderia novamente para Dilma para senador (2). A parcela mais desfavorecida devolveu o “favor” a Aécio, lançando-o na sarjeta da política. Não somente ele, mas o PSDB inteiro, como a pesquisa demonstrou.

Portanto, a pesquisa demonstra de forma cabal que o golpe fracassou em seu objetivo principal, que era desmontar o PT e, principalmente, a simpatia do eleitor por Lula. A história de Lula “corrupto” não decolou. O povo assiste políticos de vários partidos, notadamente do PSDB e do PMDB, sendo pegos com a boca na botija, guardando milhões em malas, com provas sólidas de desvio, sem grande estardalhaço da imprensa e sem grande movimentação do aparato jurídico-policial para seguir o dinheiro. Com relação a petistas como José Dirceu, Genoíno e Lula, nada se encontra que induvidosamente não possa ser produto do próprio trabalho. Como nada se encontra, criminaliza-se honorários recebidos por consultorias e palestras, mesmo que existam documentos e vídeos comprovando a prestação dos serviços e mesmo que os rendimentos tenham sido declarados à Receita Federal. Criminaliza-se o uso habitual de bens de terceiros, mesmo que comprovadamente sejam amigos de décadas. Atribui-se a eles a propriedade de imóveis de terceiros, ainda que a escritura e o registro de imóveis digam o contrário. Diz-se ser deles contas bancárias milionárias em nome do delator que o próprio delator utiliza para comprar bens de luxo para si mesmo. Vale tudo.

E nesse vale-tudo, documentos são forjados para instruir processo penal cujo objetivo é tudo, menos condenar um culpado por um crime cometido. De forma estarrecedora, estão chegando evidências de que as supostas provas contra Lula são documentos forjados. Os mesmos documentos provam um determinado fato em um processo da Lava Jato e outro completamente distinto no outro processo, contra Lula (3).

O golpe, porém, não somente fracassou nesse objetivo, como destruiu a economia do país ao desconstruir os pilares que a sustentavam, quais sejam, a incrível recuperação, forjada durante os governos petistas, da indústria naval, da construção civil e da prospecção do petróleo. A Lava Jato mirou diretamente nesses alicerces, como se estivessem imbuída da intenção planejada de pôr fim à fuga do Brasil da atração gravitacional dos EUA e sua consolidação como uma liderança econômica relativamente aos países africanos e asiáticos, nítido propósito dos governos petistas. Como não podia deixar de ser, criminalizaram o trabalho de um ex-presidente pela prevalência, no exterior, do interesse nacional. Somente o tempo dirá se, nesse momento histórico, quintas-colunas travestidos de heróis, alguns inclusive utilizando respeitáveis capas negras, como Batman, atuaram para destruir o país e entregar de bandeja nossas riquezas à voracidade do capital estrangeiro.

Ocorre que nada disso passou despercebido pela população, que percebe a farsa e oferece a Lula um pedido de desculpas, na forma de intenção de votos, que deveria partir das instituições jurídicas que sabotaram ou ajudaram a sabotar um projeto de país que esteve muito próximo de se consolidar.
E essas instituições jurídicas, a partir da análise da pesquisa CNT/MDA, terá mais um importante papel a desempenhar: o de decidir se, em 2018, elegeremos um autêntico democrata preocupado com o desenvolvimento do país, como Lula, ou um político que pratica um tipo de nacionalismo extremado, à moda nazista, que é Bolsonaro.

Sim, porque a pesquisa não deixa dúvida alguma: se Lula for retirado do pleito, Bolsonaro vencerá. Segundo a pesquisa, Bolsonaro vence de todos os “medalhões” da política – Aécio, Alckmin, Dória e Ciro Gomes – e somente perde para Marina, todavia dentro da margem de erro. Considerando que a militância fascista de Bolsonaro é muito mais aguerrida do que a da acreana, que ainda conta com a “pecha” de ser ex-petista, que certamente será explorada num eventual segundo turno entre os dois, a possibilidade de Bolsonaro ser o próximo presidente, se Lula não vier candidato, é considerável.

Pragmatismo com o Click Política

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