BOMBARDEADO: Juiz Moro é comparado ao ditador Ustra; LEIA!

0

Todos os episódios em que a democracia ou regime menos desigual caiu, em algum golpe de estado para “mudar tudo, de forma a deixar tudo como era antes”, a história não teve pena em avaliar e até julgar os personagens mais perversos. Um grande exemplo da forma implacável como o tempo escreve as linhas dos livros didáticos, é a história de Getúlio Vargas. Naquele episódio, o judiciário, a mídia, os empresário, a OAB e os demais entes oligárquicos da república perseguiram de tal maneira o presidente, que acabou por levá-lo ao suicídio. Da imagem de jornalista inteligente e figadal, Carlos Lacerda, defendeu o golpe militar na expectativa de se tornar presidente, nas eleições de 1966 que nunca ocorreram, e passou a paria da história brasileira.

Já de 1968 em diante, quando o golpe recrudesceu e o regime se tornou completamente ditatorial, alguns “heróis” da elite surgiram para o horizonte da história. Um desses pretensos “heróis”, dentre os presidentes militares e seus feitos megalomaníacos, foram os torturadores “ilustres”, é o caso de Brilhante Ustra. Ustra, o torturador mais perverso e desumano que o país já viu, não tardou em se tornar a imagem da vergonha e do vexame anti direitos humanos, que mancha a história do país.

É interessante lembrar que as mesmas pessoas da sociedade branca que foram às ruas e bateram panelas em suas sacadas gourmet, são descendentes dos mesmo que definiram seus “heróis” prematuramente nos golpes em que o Brasil presenciou. A resposta da pergunta, “Quem virá a ser o próximo Ustra na história nacional?”, é elucidativa e se confunde com outra pergunta importante “Quem se tornou o herói da oligarquia durante todo o processo do golpe de 2016?”.

Continua depois da Publicidade

Sem a necessidade de muito esforço de análise e observando como as redes e a nova revolução da informação imposta pela Internet, fez com que o tempo histórico se encurtasse, já se torna possível afirmar friamente, que o juiz Sérgio Moro é o maior e mais sério candidato a figurar nos livros de história com a mesma reputação do torturador Brilhante Ustra. De “super-herói” dos idiotas, a vergonha histórica, basta uma análise menos passional e o tempo necessário para que a nova “operação condor” venha a público.

A Internet, que foi o grande democratizador da produção de informação e notícias, se tornou o fator libertador das amarras das velhas mídias. Um excelente exemplo desse fato, foi a divulgação da reunião entre o Judiciário e o Ministério Público, com o FBI, o Departamento de Justiça americano (similar ao nosso Ministério da Justiça), representantes da CIA e o Gabinete Americano de Combate à Corrupção, que ocorreu em São Paulo. Como saberíamos quase em tempo real, em termos históricos, que essa reunião teria acontecido, sem que houvesse a Internet? É aí, que a história começa a encurtar o seu tempo e a ser escrita quase no tempo presente.

Se no golpe de 1964 os fatos relativos à intervenção americana no Brasil só vieram à tona no final dos anos 1990, hoje, as pessoas que presenciam o fato, documentam com seus computadores pessoais que costumamos chamar de smartphone. Sempre que ocorre algo assim, não demora 10 minutos para que todos já estejam discutindo o fato, mesmo que postado por um anônimo, ou um deputado federal. Aliás, foi o caso da foto tirada por Ivan Valente (PSOL-SP) mostrando José Serra (PSDB-SP) pisando no abaixo assinado com adesão de mais de 600 mil pessoas contra a Reforma da Previdência.

Nessa mesma batida, Sérgio Moro, que já obteve apoio de mais 70% da população, figurando na liderança em pesquisas eleitorais presidenciais para 2018, agora, não detém o apoio, nem mesmo, de 40% da população, nem figurando em pesquisas eleitorais. Historicamente, o buraco da reputação de Moro é bem mais embaixo do que ele mesmo deve esperar e certamente será obrigado a deixar o país, assim que acabar a Lava Jato. Aliás, ele mesmo já pediu licença para se ausentar por um período de mais de um ano, do Brasil, em direção aos EUA. Se Ustra permaneceu aqui, Moro poderá ser visto, além de um novo Ustra, como um traidor que fugiu. Como dito, a história é fria e implacável.

Portal Click Política com A Postagem

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.