LASCOU: Joesley diz à PF que Miller foi apresentado como ex-procurador; SAIBA!

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O delegado Malta Lopes ouviu, nessa terça-feira (27), o empresário Joesley Batista, das 11h40 às 23 horas. Ele está preso na superintendência da Polícia Federal (PF), em São Paulo, e falou sobre o envolvimento do ex-procurador Marcello Miller na elaboração do acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS. 11h40 e só terminou após às 23h

O ex-procurador é acusado de prestar serviços ao grupo enquanto atuava na Procuradoria-Geral da República (PGR). Devido à irregularidade e por suspeita de terem omitido informações relevantes aos investigadores da Lava Jato, os executivos do grupo – Joesley e Wesley Batista, Francisco de Assis e Ricardo Saud – tiveram seus acordo de colaboração rescindidos.

De acordo com informações de O Globo, o depoimento de Joesley, ontem, foi voltado para tentar salvar a delação premiada. A decisão final caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado do empresário, André Callegari, voltou a afirmar que Miller foi apresentado aos sócios da JBS como ex-procurador. “É um depoimento longo que demonstra claramente que não houve nenhuma omissão em relação aos depoimentos entregues por Joesley. E também que, na crença dele, não havia impedimento de participação de Miller enquanto sócio que foi apresentado do Trench Rossi. Joesley não foi beneficiado por qualquer movimento ou por qualquer atitude de Miller nesse sentido”, disse o advogado.

Ele também negou que Joesley tenha trocado mensagens com o ex-procurador. “Não. Joesley confirmou que nunca trocou mensagens com Miller”, afirmou. Para o advogado, faltou calma e cautela à PGR ao fazer o pedido de rescisão do acordo. “Se a PGR tivesse tido calma e cautela e feito esses questionamentos que estão sendo feitos agora no bojo desse inquérito policial talvez isso já tivesse esclarecido e o pedido nem tivesse sido formulado pelo então PGR (Rodrigo Janot)”, concluiu.

A defesa de Marcello Miller nega que ele tenha atuado no âmbito privado, durante o período em que esteve na procuradoria. “Miller já havia pedido exoneração quando começou a desempenhar atividades preparatórias em âmbito privado, atividades que não tiveram nenhuma relação com as atribuições que ainda exercia no Ministério Público Federal”, declararam os advogados.

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