Neonazista preso sob acusação de duplo homicídio acusa Marielle de ter sido “eleita pelo PCC”

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Jairo Maciel Fischer, da cidade de Teotônia, no Rio Grande do Sul, seguidor de Bolsonaro, acusou Marielle Franco de ser ligada ao PCC.

Em julho de 2009, Jairo foi preso, acusado de duplo homicídio, formação de quadrilha e apologia ao nazismo.

O Estadão deu matéria:

A prisão anteontem em Moema do economista Ricardo Barollo, de 34 anos, deve ser um golpe no movimento neonazista brasileiro. Apontado como o mais influente líder de uma organização que previa o surgimento de um novo País nos moldes do Nacional-Socialismo – o “Neuland” (Terra Nova) -, ele foi apresentado ontem pela Polícia Civil do Paraná como o mandante do assassinato de Bernardo Dayrell Pedroso, de 24 anos, e Renata Waeschter Ferreira, de 21, no dia 21 de abril em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, durante uma festa em comemoração ao aniversário de Adolf Hitler.

Além dele, foram presos em Curitiba Rodrigo Mota, de 19 anos, Gustavo Wendler, de 21, Rosana Almeida, de 22, e João Guilherme Correa, de 18, que é soldado do Exército. Em Teotônia (RS), também foi detido Jairo Maciel Fischer, de 21. Todos responderão por duplo homicídio, formação de quadrilha e apologia ao nazismo.

Segundo o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, o motivo do crime foi uma disputa política dentro do movimento por causa da crescente influência de Bernardo na célula paranaense. Ele discordava de métodos truculentos usados por Barollo. O economista nega. Já Renata, a outra vítima, não tinha relevância dentro do neonazismo. “Ela estava no lugar errado, na hora errada. Eles a mataram por ter testemunhado a morte do rapaz, por estar dentro do mesmo carro”, afirmou Delazari.

“Ele (Barollo) diz que em hora nenhuma esteve no local da festa, só que seu telefone realizou várias ligações no horário do crime. Era uma disputa de poder. Foi ele o mandante. Isso é declaração dos executores do crime.” Policiais dizem que tudo foi premeditado: os tiros que mataram Renata foram disparados por João Guilherme, Jairo foi o responsável por matar Bernardo, a missão de Rosana era atrair o casal para fora da festa.

Barollo disse não ter conhecimento das acusações, negou qualquer intimidade com movimentos neonazistas e afirmou que estava em Içara (SC) na hora das execuções. “Encontraram coisas na minha casa, nada relacionado ao nazismo, nada. Encontraram documentos quando era menor, de quando eu fazia reuniões políticas, mas em momento algum com menção ao símbolo nacional-socialista”, disse.

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