URGENTE! Dono da Rodrimar se contradiz e complica vida de Temer; SAIBA!

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O depoimento do empresário do grupo Rodrimar Antônio Celso Grecco contradisse a versão do presidente Michel Temer (MDB) sobre os encontros que os dois mantiveram nos últimos anos. Grecco foi preso durante a deflagração da Operação Skala, na última quinta-feira (29), e disse que conversou com Temer sobre demandas de sua empresa no setor portuário. O problema é que, à Polícia Federal, Temer disse que nunca conversou sobre o tema com o empresário.

A Operação Skala investiga as suspeitas de que Temer tenha recebido vantagens indevidas em troca de favorecer empresas do setor portuário.

A Rodrimar é uma das operadoras do Porto de Santos. Na última quinta-feira, 13 pessoas foram presas pela Polícia Federal depois de a PGR (Procuradoria-Geral da República) pedir autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal). Além de empresários do setor portuário, foram presos dois amigos do presidente Temer: o advogado e ex-assessor de Michel Temer, José Yunes, e o coronel da PM aposentado João Batista Lima.

Alberto Yunes com Temer, em 2013: amizade de mais de 50 anos

Na decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso, relator do inquérito que apura o caso, Grecco é suspeito de ser o “principal articulador” entre os interesses de empresas do setor portuário e o grupo político do presidente Michel Temer.

Em depoimento prestado à PF nesta semana, Grecco disse que se encontrou com Temer quando ele ainda era vice-presidente e que conversou sobre um projeto de adensamento (integração) de três áreas concedidas à Rodrimar no Porto de Santos para a construção de um terminal de celulose da Eldorado, empresa que pertencia ao grupo J&F, então comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Segundo Grecco, o governo federal estava barrando a transferência da área para a Eldorado Celulose.

Grecco disse aos policiais que após essa conversa, Temer disse que avaliaria o pedido. “A resposta do presidente foi simplesmente: vou ver o que vou fazer”, afirmou o empresário.

O depoimento de Grecco à PF nesta semana contradiz a versão dada por Temer à PF em janeiro deste ano, quando ele respondeu, por escrito, a uma série de 50 questionamentos feitos pela investigação relativa ao caso.

A PF perguntou a Temer qual era o nível do relacionamento entre o presidente e Grecco e se os dois já haviam se encontrado para tratar de assuntos relativos ao setor portuário. Numa das respostas, Temer negou ter falado sobre esse tema com o empresário.

Empresário cai em contradição
A contradição às respostas de Temer não é a única decorrente do novo depoimento de Grecco à PF.

Ao afirmar que conversou com o presidente sobre demandas do grupo Rodrimar, Grecco contradisse a si próprio. Em dezembro do ano passado, o empresário admitiu ter se encontrado com Temer, mas negou que tivesse conversado com o então vice-presidente sobre demandas do setor portuário.

“Nessa ocasião, foi apresentado por (Rodrigo) Rocha Loures para o senhor Michel Temer e, entretanto, não conversaram sobre as questões do setor, tendo tratado apenas de amenidades naquela oportunidade”, diz um trecho do depoimento de Grecco à época.

Rodrigo da Rocha Loures é o ex-assessor de Temer que foi preso em 2017 durante a Operação Patmos, deflagrada após o acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F. Rocha Loures foi flagrado carregando uma mala com aproximadamente R$ 500 mil entregue por emissários das empresas dos irmãos Batista.

CLICK POLÍTICA com informações de UOL

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