Marun sugere que alta rejeição de Temer se deve a percentual alto de Lula nas pesquisas

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O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, creditou a “ 40% de petistas” parte da reprovação de 70% ao governo Michel Temer apontada por pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (17).

O ministro comentou o resultado da pesquisa na tarde desta terça, após reunião com Temer e deputados aliados ao governo. Marun se disse “otimista” com os números apresentados pelo instituto.

“70% acham ruim o governo, nós temos aí 40% de petistas, pessoas que naturalmente estariam contra nós … Sinceramente, vi aquela pesquisa e fiquei ainda mais otimista em relação as possibilidades de que um candidato que represente o governo possa vencer as próximas eleições”, disse Marun.

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Perguntado sobre o que ele via de positivo no resultado do Datafolha, Marun apontou que a rejeição do governo “já foi maior” – em setembro a reprovação estava em 73%.

“Estou começando a ver que as pessoas começam a abrir os olhos, não obstante, estejamos ainda sob o ataque dessa chuva de flechas envenenadas”, argumentou.

Na entrevista, o ministro Carlos Marun declarou que o governo não trabalha com a “hipótese” de apresentação de uma terceira denúncia contra Temer pela Procuradoria Geral da República (PGR).

“Não trabalhamos com essa hipótese”, respondeu o ministro, ao ser questionado sobre o assunto por jornalistas.

Nos bastidores, o Planalto se articula para uma eventual nova denúncia da PGR, a partir do inquérito dos portos, que apura se Temer editou um decreto a fim de favorecer empresas portuárias em troca de propina. O presidente tem negado as acusações.

Marun também relatou que discutiu nesta terça com Temer e os deputados aliados a votação de projetos do interesse do governo na área econômica.

Segundo Marun, o governo quer aprovar até maio os projetos de capitalização da Eletrobras e de reoneração da folha de pagamento.

O ministro explicou que ainda não está definida a publicação de um decreto para para incluir a Eletrobras no Plano Nacional de Desestatização (PND).

A inclusão é condição para que o governo dê seguimento a estudos e processos para viabilizar a privatização da estatal ainda neste ano. De acordo com o ministro, o Planalto deixará claro que a efetiva “capitalização” da Eletrobras acontecerá mediante aval do Congresso.

Marun também reconheceu, ao final da entrevista, que a medida provisória que faz ajustes na reforma trabalhista deverá perder a validade. A MP precisa ser aprovada até o dia 23 deste mês.

G1

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