Ciro tem encontro com metalúrgicos em São Paulo e diz que “coração dói com prisão de Lula”

0

Vitor Nuzzi, da RBA – Em um roteiro sindical nesta sexta-feira (27) em São Paulo, participando de eventos na UGT e no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (Força), o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) defendeu a revogação da “reforma” trabalhista e uma “aliança entre quem trabalha e quem produz” contra a especulação financeira, ao afirmar que o problema do país não são os salários, mas os juros. Sem criticar o Judiciário, lamentou a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Estou sentindo dor no coração”.

Pouco antes de subir para discursar no lotado auditório dos metalúrgicos, na tarde desta sexta-feira (27), Ciro evitou falar de possíveis conversas com o PT sobre as eleições. “Não vou especular absolutamente nenhuma vírgula sobre Lula e o PT.” Chamou o ex-presidente de “velho camarada”, mesmo admitindo divergências, e disse respeitar o “tempo” do partido.

A uma pergunta sobre a possibilidade de ser vice em alguma composição, quem respondeu foi o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi: “Nenhuma possibilidade. Zero”. No palco, Lupi chamou Ciro de candidato “imexível”, brincando com o ex-ministro Antônio Rogério Magri, que atualmente assessora a Força e foi cumprimentá-lo no final do evento.

Continua depois da Publicidade

Já quase no final da palestra, Ciro afirmou discordar do que chamou de “percepção” no campo progressista de que “o outro lado vai perder” a disputa eleitoral e que o debate se resumiria a “quem de nós vai ganhar”. “Eu não vejo assim. A eleição nem começou. Tem muitas variáveis ainda para acontecer.” Sobre uma unificação da esquerda, ele falou apenas em “deixar portas abertas”.

Além do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CNTM (confederação nacional da categoria ligada à Força), Miguel Torres, o pré-candidato foi recepcionado pelo presidente da CSB, Antonio Neto, que é presidente municipal do PDT, pelo ex-prefeito de Guarulhos Sebastião Almeida e pelo ex-deputado Luiz Antônio de Medeiros, fundador da Força. Vários sindicalistas da central são filiados ao partido. O próprio presidente da entidade, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, foi do PDT até fundar o Solidariedade.

Para Lupi, Ciro é hoje o “principal porta-voz de um projeto de desenvolvimento nacional” e do resgate da luta dos trabalhadores. “Estamos no governo do atraso, do retrocesso, da retirada de direitos”, disse o ex-ministro do Trabalho.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.