Em Curitiba, maior ato de centrais em 35 anos foca em eleição e “Lula livre”

0





DO UOL:
Considerada a maior celebração de 1º de Maio dos últimos 35 anos no Brasil, a festa pelo Dia do Trabalhador que unificará sete centrais sindicais nesta terça-feira, em Curitiba, promete ser um ato político, com foco na situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nas eleições para a Presidência e o Congresso em outubro.




Além de abraçar a bandeira “Lula Livre”, o evento promete também propor ao público presente o voto em políticos que ajudem a pautar, na Câmara e no Senado, propostas que contraponham a retirada de direitos ou mesmo a revogação de medidas consideradas perniciosas aos trabalhadores, especialmente a reforma trabalhista. O tom da festa, por sinal, deverá pautar também a conversa das centrais com os presidenciáveis –apenas dois deles, no entanto, haviam confirmado presença no ato da capital paranaense até a noite dessa segunda (30): Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL).




O ato será na praça Santos Andrade, onde Lula fez discursos em março deste ano, durante sua caravana pelo sul, e em maio de 2017, após o primeiro depoimento ao juiz federal Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá –processo pelo qual o petista foi condenado e cumpre a pena de 12 anos e um mês de prisão na Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde o último dia 7.




“Lula é preso político”, diz presidente da CUT
O UOL conversou com representantes de três centrais sindicais que estarão unificadas em Curitiba: UGT (União Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical.
“É o maior ato desde a criação da CUT [em 1983], um momento histórico em que adotaremos três tônicas: a defesa dos direitos dos trabalhadores, contra as reformas trabalhista e previdenciária; a defesa da democracia, contra os atos fascistas sobre a caravana de Lula [o ataque a tiros em março a um ônibus, no Paraná] e sobre o acampamento em Curitiba [em que duas pessoas foram baleadas no fim de semana]; e Lula livre, porque ele é um preso político e tem o direito de disputar as eleições”, afirmou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

De acordo com o dirigente, a inclusão do ex-presidente petista na pauta não desvirtua o propósito do ato, já que o PT “sempre fez parte das manifestações pelo 1º de Maio”. A direção nacional do partido e as lideranças na Câmara e no Congresso, bem como políticos de outras legendas da esquerda, estarão presentes.

Indagado se outros presidenciáveis serão bem vindos ao ato, o presidente da CUT foi taxativo: “Não há problema algum de estarem no palanque, desde que defendam os três pontos que defendemos”, afirmou.

Os petistas Fernando Haddad e Jaques Wagner, que costumam ser cotados nos bastidores como possíveis candidatos do partido caso Lula não possa disputar a eleição, também vão comparecer.

Ainda segundo a CUT, houve um convite ao PDT e seu pré-candidato a presidente, Ciro Gomes, para que participassem do ato em Curitiba. No entanto, até o começo da noite passada, não havia resposta.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.