Dilma: Partido de direita mais forte no Brasil hoje é a mídia liderada pela Globo

0

DO DCM:

Em entrevista ao jornal Pagina 12, da Argentina, Dilma Rousseff diz que o partido mais forte hoje é o da imprensa, liderado pela Globo. Leia trechos da entrevista. Se quiser ver na íntegra, em espanhol, acesse o site do Página 12.

Dilma – Lula, em todas as pesquisas, desde o início de 2017 é o candidato preferido do eleitorado. Ela cresce mais e mais, embora tenha ido para a prisão. Eles começam a apostar na destruição de Lula, porque os partidos conservadores da direita estão destruídos. Mas o partido conservador mais forte hoje é o partido da mídia. O partido de cinco grupos oligopolistas do Brasil. A direção desse partido é a Rede Globo de Televisão.

Continua depois da Publicidade

Página 12 – E o poder judiciário?

-O partido da mídia e o partido judicial uniram-se para tirar Lula do processo eleitoral. Eles pensaram que, no começo, eles não precisariam de medidas extremas. Eles passaram meses e meses, dias e dias, horas e horas transmitindo em jornais, canais de televisão e revistas um julgamento da sentença de Lula sem direito de defesa.

A grande mídia tornou-se uma instância judicial. Eles julgam, condenam e até se dão o direito de dizer como os juízes do tribunal devem votar. Produziram um clima de catástrofe. Mas durou muito pouco porque, mesmo na Justiça, onde o princípio da presunção de inocência, pedra angular do Estado democrático, não é respeitado, Lula consegue discutir as condições. Pergunta como eles o acusam. Reivindica seu direito de defesa. E as pessoas veem isso.

Isso explica seu crescimento sistemático, apesar da condenação da Tribunal Regional Federal da 4a. Região e mesmo depois de ir para a prisão. Porque duas coisas estão se tornando cada vez mais claras. Primeiro, que Lula é inocente. Segundo, que Lula é a única pessoa que ocupa o centro da política.

Lula não é uma pessoa que radicaliza radicalizando. Ele sempre teve uma prática de negociação, de construção de consenso, de estabelecer diálogo. Se Lula não for candidato, o processo não será verdadeiramente democrático. Quem vai perder será o país, porque essa situação de impasse institucional está levando a algo mais perigoso, que é o caos institucional. Numa sociedade complexa como a brasileira, não é possível conviver sem construir relações de acordo, consenso e negociação.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.