MEDO DE SER DESMASCARADO? Ministério Público tenta escapar mais uma vez do depoimento de Tacla Durán; SAIBA!

0

O Ministério Público Federal quer que o o Superior Tribunal de Justiça rejeite o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o advogado Rodrigo Tacla Durán ser ouvido.

O parecer do MPF, assinado pela procurador regional da 4a. Região (Sul) e protocolado ontem, considera que ouvir Tacla Durán não é imprescindível.

O Ministério Público Federal dá razão ao juiz Sergio Moro, que rejeitou o depoimento com base no artigo 400, parágrafo 1o., do Código de Processo Penal, que define:

“As provas serão produzidas numa só audiência, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias”.

Impertinente não é.

Tacla Durán prestou serviços como advogado da Odebrecht e, em dois depoimentos — um à CPI da JBS e outro à defesa do ex-presidente Lula, mostrou documentos em seu poder que não batem com os que teriam sido extraídos do sistema eletrônico de contabilidade da empresa.

Essa disparidade revela que houve adulteração nos documentos — ou por Tacla Durán, ou no sistema da empresa. É um indício revelante de falsidade. Para afastá-la, o ex-advogado da Odebrecht submeteu seus papéis à perícia na Espanha, que atestou a sua autenticidade.

Já o sistema da Odebrecht não foi periciado, pela razão de que os peritos da Polícia Federal não conseguiram acessá-lo.

Isso mesmo.

Os arquivos originais da Odebrecht, guardados pelo programa My Web Day, se tornaram inacessíveis. Foi colocado um cadeado digital neles que ninguém consegue abrir.

O que há nesses arquivos?

Ninguém sabe, mas supostas cópias de planilhas contidas nos arquivos teriam circulado pelo programa de comunicação criptografada da empresa, o Drousys, que estão sendo admitidas como prova para condenações.

No processo sobre o sítio de Atibaia e sobre o terreno que o Instituto Lula não quis comprar, informações do sistema — que nenhum perito sério pode comprovar se são verdadeiras ou não — foram admitidas.

Portanto, para comprovar que a fonte dessas informações é imprestável, o testemunho de Tacla Durán não é algo que possa ser considerado impertinente.

Tacla Durán contou, em um de seus depoimentos, que participou de uma reunião no hotel Intercontinental em Madri com altos executivos da Odebrecht, em que foi decidido adulterar o sistema, para eliminar o rastreamento do dinheiro que circulou pelo submundo da empresa.

Com isso, se elimina a segunda hipótese em que um juiz pode abrir mão de um prova — a irrelevância.

Portal Click Política com DCM, por Joaquim de Carvalho.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.