Salvo por Gilmar, Paulo Preto teme nova prisão e continua com disposição fazer delação premiada

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Reportagem de Mario Cesar Carvalho na Folha de S.Paulo.

A defesa do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza teme que ele seja preso novamente e, por isso, manteve os planos de ele negociar um acordo de delação premiada. O engenheiro, conhecido como Paulo Preto, é apontado como operador de propinas e de contribuições ilícitas para o PSDB durante o governo de José Serra (2007-2010).

Os advogados de Paulo Preto avaliavam que o motivo da prisão decretada pela Justiça Federal de São Paulo —o desvio de R$ 7,7 milhões em obras do Rodoanel Sul e a suposta ameaça a uma testemunha— era extremamente frágil. Foi para essa prisão que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus nesta sexta (11).

Na visão da defesa, a suposta ameaça a uma testemunha ocorreu há três anos e não era motivo para prisão, já que não haveria nenhuma interferência na instrução do processo, instaurado no ano passado.

Há, porém, um motivo extremamente forte para a prisão de Paulo Preto, na visão de procuradores da Lava Jato: a revelação por parte das autoridades da Suíça de que ele manteve quatro contas naquele país, com um saldo de US$ 34,4 milhões (R$ 123,8 milhões) e transferiu o montante para as Bahamas em 2016, quando a Lava Jato já tinha dois anos de idade.

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