MUNDO COM EX-PRESIDENTE: Jornal francês repercute indignação de governo brasileiro com apoio a Lula na Europa

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Do RFI:

A mobilização em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Europa repercute na imprensa francesa desta sexta-feira (18). Além do apoio de personalidades políticas de esquerda – entre elas, o ex-presidente francês François Hollande – o líder petista também atraiu os holofotes ao publicar uma coluna no jornal Le Monde, reivindicando o direito de se apresentar às eleições de outubro no Brasil. A atenção a Lula na Europa irritou as autoridades brasileiras, destaca o jornal Les Echos.

Em seu site, Les Echos publica uma matéria sobre a reação “brusca” do atual governo com o apoio que Lula recebe na Europa. O correspondente do diário em São Paulo, Thierry Ogier, escreve que o primeiro a reagir foi o chefe da diplomacia brasileira, Aloysio Nunes Ferreira.

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Les Echos destaca que, em nota divulgada pelo Itamaraty, o chanceler diz que, apoiando Lula, os políticos europeus driblam a verdade e cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira.

Outra reação que o jornal destaca é a de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, que exige o respeito à decisão da justiça brasileira. Sobre o fato de Lula estar na liderança das pesquisas de intenção de voto, Padilha diz acreditar que a situação é “temporária”, publica Les Echos.

O correspondente do jornal em São Paulo lembra que Lula pretende continuar sua campanha, apesar de, teoricamente, estar inelegível. É o Tribunal Superior Eleitoral que deve decidir a questão, mas não antes da oficialização das candidaturas no final de agosto, salienta Les Echos, finalizando: “a campanha eleitoral se anuncia tensa”.

Vítima de uma farsa judiciária

O jornal Libération desta sexta-feira reproduz trechos da coluna assinada por Lula e publicada ontem pelo jornal Le Monde. “Ele estima que é vítima de uma farsa judiciária e exige uma eleição presidencial democrática, com todas as forças políticas, inclusive a sua”, escreve Libé.

O diário lembra que o ex-presidente brasileiro foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá, o que o impede de se apresentar à votação em outubro. Libé ressalta que, na coluna do Le Monde, Lula promete que, se for eleito, vai colocar o Brasil de volta “no caminho da inclusão social, do diálogo democrático, da soberania nacional e do crescimento econômico justo e solidário”.

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