PALESTRA DE MORO EM NOVA YORK FOI PATROCINADA POR ESCRITÓRIO CONTRATADO PELA PETROBRAS

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POR JOAQUIM DE CARVALHO DO DCM:
Em seu mais recente giro pelos Estados Unidos, Sergio Moro recebeu o prêmio de Personalidade do Ano, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, participou de uma cerimônia na Universidade de Notre Dame e deu uma palestra no Fórum Investment Lide, de João Doria.
Pelo menos é este o lado público de sua agenda.




São todos eventos da iniciativa privada – a universidade é particular, ligada à Igreja Católica.
Os outros eventos foram patrocinados por empresas e bancos. Um deles, o do organização de João Doria, pré-candidato a governador de São Paulo ou a presidente da república, teve quatro patrocínios, entre os quais o escritório de advocacia Nelson Wilians, que se apresenta como o maior do Brasil.




Entre os clientes de Wiliams, está a Petrobras, que é parte do processo da Lava Jato, como assistente de acusação. Moro não revela quanto recebe por palestra, mas, em eventos da iniciativa privada, participações desse tipo não são feitas gratuitamente.

Lula, por exemplo, cobrava 200 mil dólares por palestra, o mesmo valor das palestras do ex-presidente Bill Clinton, e foi questionado pelos procuradores da Lava Jato, que vazaram à imprensa as informações sobre as palestras como indício de corrupção.

Para se defender, Lula apresentou a relação de palestras que fez e nelas havia grandes empresas sem nenhum relação com a Petrobras, incluindo a Globo.

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Se Lula foi pressionado por conta das palestras que realizava, por que Moro pode fazer as suas sem ser questionado, ainda mais levando em consideração que uma delas teve o patrocínio de um escritório que é contratado pela Petrobras?

Mas não é só isso que compromete a necessária imparcialidade do juiz.

A relação de Moro com o escritório de advocacia é mais estreita, passa por ele e sua família.

Em um evento privado do Lide no Brasil, em 2016, quando Doria ainda nem era prefeito, ele e o dono do escritório estiveram juntos, Moro como palestrante (remunerado), Wilians como patrocinador.

Um site de celebridades registrou que Rosângela Moro, esposa do juiz, esteve no escritório de Williams em Curitiba no dia 18 de abril de 2016.

Segundo a nota, foi tratar de “tema recorrente do terceiro setor, constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais”, como a APAE, da qual é advogada.

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