PAULO PRETO SOLTO! Polícia Civil de Minas envia equipes para prender “defunto político”, ex-governador Eduardo Azeredo

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A Polícia Civil de Minas Gerais enviou equipes para cumprir o mandado de prisão expedido nesta terça-feira (22) contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), condenado por envolvimento no esquema conhecido como mensalão tucano. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.

O órgão não informou para onde as equipes estão sendo enviadas. Repórteres aguardam a chegada da polícia na frente de um edifício residencial no bairro Serra, área nobre da capital mineira, onde mora Azeredo.

Ainda não há informações sobre em que unidade prisional Azeredo vai iniciar o cumprimento da sua pena de 20 anos e um mês de prisão. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou que o local não foi definido. A rigor, após ser preso, Azeredo deverá ser encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde será submetido a exames de corpo de delito. Somente após essa fase é que ele deverá ser encaminhado ao local onde ficará detido.

De acordo com a Polícia Civil, as equipes irão utilizar carros descaracterizados e policiais à paisana durante o cumprimento do mandado.

O órgão disse que Azeredo ainda tem a opção de se entregar voluntariamente em qualquer delegacia.
O advogado Carlos Veloso, que defende Azeredo no STJ (Superior Tribunal de Justiça), disse que, se a Corte rejeitar o habeas corpus que pede que Azeredo não seja preso até que a presidência do TJMG aprecie dois outros recursos ainda na segunda instância, sua equipe deverá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

“Não somos contra a prisão em segunda instância. Somos contra a prisão sem que se respeite o devido processo legal”, disse Veloso.

Nesta terça-feira (22), por 5 votos a 0, o último recurso do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) para evitar a prisão foi negado pela 5ª Câmara do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

O tucano foi condenado a 20 anos e um mês de prisão pela sua participação no esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro.

UOL

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