SEM CHANCE NAS PESQUISAS: MARINA LAVA AS MÃOS E SUGERE QUE LULA DEVE CONTINUAR NA CADEIA

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A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse não concordar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja apresentado como candidato nas eleições de outubro alegando a necessidade de respeitar a lei da Ficha Limpa. “A lei deveria ser cumprida. Em uma democracia, não se pode mudar lei em função de uma pessoa”, disse Marina em referência ao fato da legislação prever a inelegibilidade em função de condenação em segunda instância. Lula, que mesmo estando em Curitiba lidera todas as pesquisas de intenção de voto, deverá ser apresentado como o candidato do PT ao Planalto nos próximo dias.

“Há uma mania de se fulanizar as leis. Não se pode fulanizá-las – a lei não pode se adaptar às pessoas, elas que têm que se adaptar às leis”, disse Marina em sabatina promovida pela Folha de São Paulo, UOL e SBT. “Os eleitores não podem ser tratados como se fossem propriedade dos candidatos. Tratar eleitor como soberano, dono do seu voto, é uma questão de respeito. Não sou aquele tipo de pessoa que muda o discurso de acordo com a circunstância. Não encaro a justiça como vingança. Justiça para mim é reparação. Não tenho atitude e acho não ser civilizado tripudiar quem está entregue ao estado para cumprir sua pena. Agora, não posso fazer adaptação no discurso: quem cometeu erro, deve pagar por isso. Não fico feliz com isso. Não queria ver as principais lideranças de grandes partidos envolvidos em grandes crimes de corrupção”, disse.

Marina também condenou a proposta do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) em armar a população como forma de combater a violência. “As democracias evoluíram, o Estado se constituiu como mecanismo de mediar a força entre pessoas e grupos. Dizer que vamos resolver [o problema da violência] entregando armas à população é criar uma guerra civil”, avaliou. Ela defendeu a criação de plano nacional de segurança pública para enfrentar o problema.

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Em relação à economia, a pré-candidata disse que pretende manter o tripé macroeconômico lastreado no superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação. Ela também defendeu a necessidade de uma reforma tributária e de se fazer ajustes na reforma trabalhista implantada pelo governo Michel Temer. Segundo ela, a atual mudança na legislação precariza as relações trabalhistas.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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