Temer pagou 300 mil para que irmã de Marcela Temer não saísse na Playboy

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Por Nathalí Macedo do DCM

A irmã da primeira dama bela, recatada e do lar, Fernanda Tedeschi é aparentemente a mosca na sopa de Michel Temer.

Em 2011 ela fez um ensaio para a extinta Playboy, da Editora Abril – a mesma que, na Veja, publicou a tão patética quanto inesquecível matéria sobre a “bela, recatada e do lar”, que tentava colocar a primeira-dama como uma santa (santa hipocrisia!).

O ensaio foi embargado pelo então vice decorativo, que pagou a multa contratual de trezentos mil reais à editora.
Não pegaria bem a irmã da imaculada posando nua.

Quem, aliás, veria problema nisso? Só o próprio Temer, retrato do conservadorismo, que viu tanto problema que preferiu desembolsar 300 mil do que ver a bunda da cunhada na Playboy.

Também não vemos problema em casar com um vampiro, se você tem coragem e estômago forte. Tampouco há problema, nem para as feministas mais radicais, em ser “bela, recatada e do lar.”

O problema é a volta do primeiro-damismo, que tão bem simboliza o retrocesso – 200 anos em 2 – do governo Temer. É o esforço descomunal para construir uma imagem imaculada em torno da primeira-dama em um país de mulheres fortes e livres.

Fernanda Tedeschi é ex-aeromoça, se arriscou como modelo da Playboy – não rolou, miga – e agora é uma verdadeira digital influencer e vive dando pitaco nos assuntos do governo em suas redes sociais.

Depois de sugerir, no Instagram, um boicote à JBS (?), a moça usou a mesma conta para debochar da crise de abastecimento que pesa sobre o país há cinco dias, “ostentando” um tanque cheio – sem emprego de aeromoça e sem poder posar nua, quem está pagando a conta?

Perguntar não ofende.

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