CPI vai investigar preços e aumentos da Petrobras; SAIBA!

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O Senado deve instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do presidente da Petrobras, Pedro Parente, na gestão da empresa de economia mista. Encabeçado pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), o requerimento para abrir a CPI e investigar a política de formação de preços da Petrobras já tem a assinatura de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário para que a comissão possa funcionar.

“O presidente da Petrobras, tido como homem de mercado, além de dirigir uma das maiores empresas de petróleo do mundo e, em condições normais, maior empresa brasileira com ações na Bovespa, assumiu recentemente a presidência do conselho administrativo da BRF S.A. Até bem pouco tempo presidiu o conselho administrativo da BM&FBovespa. Há que se imaginar que a complexidade de uma empresa estatal e estratégica como é a Petrobras exige exclusiva atenção e direcionamento de sua gestão”, diz a justificativa do requerimento.

Senadora Grazziotin (PCdoB) apresentou o pedido para abrir CPI, mas o presidente Eunício Oliveira (MDB) diz não ter pressa

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Em seu discurso, a senadora Grazziotin afirmou que o objetivo é “abrir a caixa preta” da política de formação de preços dos combustíveis. Segundo a senadora, o acordo feito entre Executivo e Legislativo para atender as reivindicações dos caminhoneiros e empresários dos transportes, que paralisam o país há 11 dias, só vai beneficiar as grandes empresas petrolíferas e onerar a população.

“Shell e Ipiranga vão ganhar muito dinheiro com essa política, pois 25% do óleo diesel comercializado no Brasil são importados. Elas que vão ganhar. O povo terá que pagar com cortes no Orçamento ou outras receitas do governo federal, e vão ressarcir as petroleiras estrangeiras”, disse.

O presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), avisou que não terá pressa em instalar a comissão. Segundo ele, não cabe ao parlamento fazer esse tipo de questionamento, mas às agências reguladoras. “O Congresso é um órgão fiscalizador que faz e muda leis. Nossa parte fizemos. Tudo aquilo com que nos comprometemos para acalmar os movimentos das ruas, do ponto de vista das reivindicações, nós fizemos”, afirmou.

Jornal do Brasil

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