GOLPE VAI RACHANDO: Márcio França acena apoio a Ciro Gomes e pode deixar Alckmin

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O governador Márcio França deu uma entrevista para a jornalista Gabriela Sá Pessoa da Folha de S.Paulo.

(…)

O que se conta é que a ofensiva do PSDB contra o sr. teria feito o PSB paulista questionar o apoio a Alckmin ou ficar mais permeável a apoiar a aliança com Ciro Gomes (PDT)?

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Não, não é. O episódio do Ciro —sou amigo dele, fui líder dele na Câmara. Defendo e defendi que meu partido se aproximasse da pessoa que acredito que seja a mais preparada para se tornar presidente. Mas o PSDB, evidentemente, tinha que ter contrapartidas em alguns estados, que não precisaria ser necessariamente São Paulo. No Espírito Santo, Brasília, são lugares em que temos candidatos ao governo muito fortes. O governador [Alckmin] pediu ao presidente do meu partido, fizemos um gesto lá no Mato Grosso com o Pedro Taques. Mas como o PSDB é forte em todos os lugares, não abre mão em lugar nenhum.Eu só quero dizer que existem vários PSDBs. O governador Alckmin vem falar aqui comigo constantemente. Nós discutimos governo, ele tem muita preocupação com as coisas do governo.

Ele tem vindo ao palácio?

Tem.

Quando foi a última vez?

Duas semanas atrás. Ele vem, conversa sobre as coisas do governo. Ele tem sido, como é do perfil dele, preocupado com as coisas.

E o que ele tem dito? O sr .promoveu mudanças.

Ele não falou especificamente, nem era possível fazer uma transformação absoluta porque é um governo de continuidade. É claro que, pelo meu perfil, abri conversas com servidores públicos, que há muito tempo não tinham esse acesso [ao governador].

(…)

O sr. tem entre seus aliados outros pré-candidatos à Presidência, como o Alvaro Dias (Podemos). Subirá no palanque com ele?

Claro. Já fiz evento com ele, me dou muito bem com ele. Assim como outros, se tiverem.

Ciro Gomes?

Pode ser. Se o PDT estiver comigo, claro. Porque o PSDB não vai poder estar comigo, é compreensível isso. O governador [Alckmin] tem dito isso: no meu partido, é o Doria.

O sr. disse no começo do ano que o PSDB deveria priorizar a candidatura de Alckmin à Presidência. No seu partido, diz-se que o PDT tem feito isso. É um sinal melhor para o mundo político?

Claro. É só você olhar os caminhos hoje. A questão de o PDT priorizar e abrir mão [de candidaturas estaduais] em função do Ciro facilita a junção. No caso do meu partido, tem sido essencial. No Espírito Santo eles estão abrindo mão, em Pernambuco eles estão abrindo mão. Qual o argumento que uso para falar: olha, o PSDB não está abrindo mão para a gente em lugar nenhum, mas eu gostaria de apoiar o PSDB?

Hoje o sr. é favorável ao apoio do PSB a Ciro Gomes?

Não, sou favorável ao Alckmin. Mas constato uma realidade: o PDT está propondo priorizar o Ciro. E o PSDB — quando falo PSDB, não é um só, tem vários PSDBs— precisava priorizar o Alckmin. Ele era uma candidatura altamente viável e preparada, o homem que mais vezes governou São Paulo, experiente, idôneo.

O sr. aposta em quem estará no segundo turno da eleição presidencial?

Em um campo, disputam Bolsonaro e Alckmin. No outro, divide Ciro e PT. E aí tem coisas, assim, por fora: Marina, Álvaro, mas com menos tempo de TV.

(…)

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