Aécio foge de Dilma, mas pode encontrar maior rival na Câmara

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) confessou a aliados que pode disputar uma vaga a deputado federal nas eleições de outubro, conforme reportagem do Globo da terça-feira (17). O tucano estaria livre de uma disputa com a ex-presidente Dilma Rousseff, de quem já perdeu duas vezes, no primeiro e segundo turnos da eleição presidencial, em 2014, mas, se for eleito, poderá dar de cara, pela primeira vez em sua atividade política, com aquele que é tido como seu mais combativo adversário na política mineira, o atual deputado estadual Rogério Correia (PT), pré-candidato a deputado federal, valendo-se principalmente da notoriedade adquirida após anos de denúncias contra o chamado aecismo em Minas – representado por Aécio Neves e também por seu sucessor, Antonio Anastasia.

Atualmente, as denúncias são inquéritos judiciais, como a chamada Lista de Furnas, as propinas nas obras da Cidade Administrativa ou a publicidade estatal na rádio da família Neves, foram feitas pelo parlamentar petista de Minas há pelo menos dez anos.

Ao longo de seis anos, a mando de Aécio, o PSDB tentou cassar o mandato de Correia, com diversos requerimentos na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa. Em novembro do ano passado, porém, o Conselho Superior do Ministério Público de Minas Gerais decidiu por unanimidade pelo arquivamento do inquérito. Admitiu que a Lista de Furnas não é produto de falsificação incentivada por Correia – como alegavam Aécio e o PSDB.

Também vale ressaltar que, em 2011, o deputado estadual chegou a ser alvo de reportagem de capa da revista Veja, em 2011, que o acusava de usar seu gabinete na Assembleia para fabricar uma lista falsa contra Aécio Neves – a conhecida, e atualmente comprovadamente verdadeira, Lista de Furnas. “Naquela época, os tucanos tinham uma força descomunal aqui em Minas”, diz Rogério Correia, em entrevista ao 247. “Dominavam o aparelho estatal, a mídia e mantinham laços estreitos com grandes segmentos do Judiciário”.

A rivalidade com Correia levou Aécio a procurar um companheiro de partido do deputado estadual, o federal petista Gabriel Guimarães. Em um dos áudios feitos pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a propina da JBS, Aécio chegou a pedir que segurassem “o louco” Rogério Correia.

A ameaça era em tom de chantagem. “Senão vou mandar os caras da Assembleia responder, e a resposta sabe como é, é em cima dele, é ruim”, disse Aécio, em “recado” para o governador Fernando Pimentel. “Entra nesse circuito aí logo hoje para ver se baixa essa bola. O cara já foi lá na Procuradoria, protocolou fez pedido de investigação, isso aquilo…”, complementou Aécio Neves.

O “cara” a que ele se refere é o próprio Correia, que pedia investigações sobre a rádio Arco Íris, que pertencia à família Neves e estava envolvida em esquemas de favorecimento em publicidades do governo estadual, na época gerido por Antonio Anastasia.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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