VEM MAIS BOMBA? Ex-chefe da Dersa estaria fazendo delação premiada contra Alckmin

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Preso preventivamente pela Justiça federal e acusado de participar de esquema que desviou mais de R$ 600 milhões das obras do Rodonael em São Paulo, Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa e ex-secretário de Transportes do governo de Geraldo Alckmin estaria revelando o que sabe em um acordo de delação premiada.

A informação foi divulgada pelo jornalista Vicente Nunes, colunista do Correio Braziliense. “Está uma boataria no mercado envolvendo o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Dizem que deve sair ainda hoje uma delação envolvendo ele. A delação seria de Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa e ex-secretário de governo”, disse Nunes pelo Twitter.

A informação sobre uma suposta delação premiada de Laurence Lourenço, aliada à expectativa pela nova pesquisa presidencial CNT/MDA, fez a Bolsa de Valores de São Paulo cair nesta tarde. Ibovespa chegou a registrar queda de 1,2%, enquanto o dólar reverteu a baixa e operava na casa dos R$ 3,75, com alta de 0,76% por volta das 15h25 (leia mais).

Segundo o jornalista, a equipe de Alckmin diz que candidato desconhece qualquer delação contra ele, que teria sido feita por Laurence Casagrande Lourenço. E que o tucano está tranquilo, gravando os programas da campanha normalmente.

Relatório da Polícia Federal de 113 páginas, assinado pelo delegado João Luiz Moraes Rosa detalha o suposto envolvimento do ex-secretário de Logística e Transportes do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Laurence Casagrande Lourenço, ex-diretor da Dersa, em desvios e sobrepreços de até R$ 131 milhões nas obras do Trecho Norte do Rodoanel. Segundo o documento da PF, Laurence tinha “responsabilidade criminal” nos superfaturamentos (leia mais).

De acordo com investigações do Ministério Público Federal, houve um sobrepreço de R$ 600 milhões nos custos da obra do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas conduzida pela OAS e Mendes Junior. As investigações apontaram suposta prática de corrupção, organização criminosa, fraude à licitação, crime contra a ordem econômica e de desvio de verbas públicas.

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria Geral da União (CGU) e um laudo pericial da Polícia Federal apontam fraude, superfaturamento e sobrepreço nos contratos firmados entre a Dersa e as empreiteiras OAS e Mendes Júnior.

As obras do trecho norte são divididas em seis lotes, tiveram início em 2013 e ainda estão em andamento. Nelas foram encontrados indícios de irregularidades. Só no lote 2, analisado pelo TCU, as irregularidades somam R$ 110 milhões.

“Para maquiar o sobrepreço adotou-se a prática de ‘jogo de planilhas’, expediente comum em fraudes a licitações com muitos itens contratados de forma global, em que o licitante oferece preço acima do mercado para alguns itens e abaixo da referência para outros, de modo a colocar-se artificialmente como menor preço global. Esse expediente é comum em fraudes às licitações”, diz o Ministério Público federal.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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