IDEIA NÃO SE PRENDE: Lula sofre censura, mas se destaca nos debates regionais pelo Brasil

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Preso em Curitiba e censurado pelo Judiciário e pelas mídias conservadoras, mais uma vez a presença de Lula rompeu o cerco e ele esteve no centro dos sete debates entre candidatos a governador realizados pela Band na noite desta quinta (17). Os candidatos do PT tomaram a iniciativa de defendê-lo e homenageá-lo explicitamente. Márcia Tiburi foi ao debate no Rio com uma camiseta e um pingente com a imagem de Lula e, no fim do debate, exclamou: “Lula vai vencer, e eu também!”. Rui Costa (BA), Fernando Pimentel (MG), Miguel Rosseto (RS), Dr. Rosinha (PR), Luiz Marinho (SP) e Julio Miragaya (DF) fizeram o mesmo.

“Queremos que Lula seja candidato para ajudar as pessoas pobres do Nordeste”, afirmou o governador baiano Rui Costa (PT) no debate em Salvador. No debate do Paraná, o candidato do PT, Dr. Rosinha, falou de Lula no começo e no fim do programa: abriu sua participação com um “boa noite” a Lula, como se faz diariamente na vigília diante da sede da PF em Curitiba onde ele está preso, e no final: “Força, presidente, que nós vamos vencer em primeiro turno”.

Em Minas, o governador Fernando Pimentel, repetiu por diversas vezes durante o debate a expressão que se espalhou pelo país, “Lula livre” e criticou duramente o Poder Judiciário. “Eu sou partidário, sou defensor do presidente Lula”, disse Pimentel ao confrontar-se com o candidato do PSDB, Antonio Anastasia, que teve papel de relevo no golpe contra Dilma. Em São Paulo, Luiz Marinho explicitou como o projeto de Lula pode salvar o país da crise.

“Lula foi condenado sem prova e sem crime”, disse o candidato do PT no Distrito Federal, Julio Miragaya, que citou o ex-presidente por diversas vezes. O mesmo fez Miguel Rossetto candidato do PT no Rio Grande do Sul e que foi ministro nos governos Lula e Dilma. Ele defendeu a candidatura de Lula e disse que “ele voltará a governar o país”.

Os candidatos da direita tiveram evidente dificuldade em criticar Lula, devido à popularidade do ex-presidente. A exceção ficou por conta do candidato do PSDB em São Paulo, João Doria, que assume um “padrão MBL” de performance.

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