PT dobra número de mulheres nas chapas para governo e Senado

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O Partido dos Trabalhadores conseguiu dobrar o número de mulheres nas chapas para governo e Senado nas eleições de 2018. Neste ano, dez mulheres foram registradas para a disputa dos dois cargos, enquanto em 2014 foram cinco.

O partido vai na contramão do cenário eleitoral do País. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que há, em 2018, 8,3 mil candidatas, o que representa 30,64% do total. Em 2014, eram 8,1 mil, ou 31,1% de todas as candidaturas.

Ou seja, mesmo com a alteração determinada pelo TSE neste ano, de reservar uma fatia de 30% do fundo eleitoral (maior parcela de valores destinado para as campanhas eleitorais – R$ 1,7 bilhão – e formado por recursos públicos) e do tempo de propaganda para as candidatas na disputa proporcional, o número de candidatas praticamente não se alterou e a proporção inclusive oscilou negativamente em relação a 2014.

As mulheres petistas vão disputar os governos estaduais em quatro estados: Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. As candidatas petistas são, respectivamente: Jackeline Rocha, Kátia Maria, Márcia Tiburi e Fátima Bezerra.

Para o Senado Federal, foram homologadas as candidaturas de seis mulheres: Dilma Rousseff (MG), Fátima Cleide (RO), Geli Sanches (GO), Ideli Salvatti (SC), Mirian Gonçalves (PR) e Célia Tavares (ES).

Além das cabeça de chapa, outras oito mulheres estão candidatas a vice-governadora e 14 à primeira e segunda suplência no Senado, totalizando 16 estados com representação das petistas nas chapas majoritárias, informa o site do PT.

A fim de impulsionar candidaturas femininas e oferecer formação política às mulheres que se interessam pela candidatura, a Secretaria Nacional de Mulheres da legenda lançou neste ano o projeto Elas por Elas, com cursos de planejamento de campanha e comunicação, além de oficinas contábil e jurídica.

Até hoje, mais de 300 mulheres passaram pela formação do projeto. Na última terça-feira 14, mulheres de todo o Brasil que participam da iniciativa tiveram um encontro em Brasília.

“O PT não vai ter candidatas laranjas”, afirmou a secretária nacional de Mulheres do PT, Anne Karolyne, diversas vezes durante o evento. Segundo ela, o objetivo do projeto é permitir que as candidatas tenham condições reais de fazer a disputa eleitoral, e não apenas cumprir a cota de gênero determinada pela legislação.

“O projeto ‘Elas por Elas’ foi uma ideia muito feliz, que mexeu com a autoestima e deu gás para as mulheres do PT continuarem na luta. Elas, que sempre estão na base, precisam ser protagonistas”, disse a senadora Regina Sousa, candidata a vice-governadora do Piauí.

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