RUIM OU PÉSSIMO: Reprovação ao governo Temer cresce e atinge 78,3%, diz pesquisa CNT/MDA

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UOL

O governo do presidente Michel Temer (MDB) é ruim ou péssimo para 78,3% da população brasileira. O índice de avaliação negativa consta de pesquisa do instituto MDA divulgada nesta segunda-feira (20) e representa uma piora em relação ao último levantamento, de maio, quando a taxa foi de 71,2%.

A pesquisa foi encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). Numericamente, o índice é o mais alto da série histórica iniciada em 1998, último ano do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o índice empata com o de setembro de 2017, quando atingiu 75,6%.

A taxa de avaliação positiva –daqueles que acham a gestão de Temer boa ou ótima– também é numericamente a menor já registrada pela CNT/MDA: 2,7%

Para 2,3% dos entrevistados, o governo é bom, e para 0,4%, ótimo. Outros 17,7% o consideram regular e 1,3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre a última quarta-feira (15) e este sábado (18), em 137 municípios de 25 unidades da federação. O nível de confiança é de 95%.

Quando questionados sobre o desempenho pessoal do presidente, 89,6% disseram desaprovar enquanto 6,9% responderam que aprovam. Os outros 3,5% não souberam ou não responderam.

Temer vê número de reuniões caírem
Sem popularidade para aparecer em palanques e limitado pela legislação, o presidente Michel Temer viu diminuir em 48,3% as reuniões com parlamentares desde 7 de julho, quando começou o período eleitoral.

Levantamento do UOL verificou que de 1º de janeiro a 6 de julho deste ano, Michel Temer teve 508 audiências com deputados federais e senadores. Entre 7 de julho e 12 de agosto, foram 52 encontros. Considerando-se a quantidade de dias em cada período analisado — 187 e 37, respectivamente — e a média de audiências por dia, os parlamentares diminuíram em 48,3% as idas ao gabinete no Palácio do Planalto.

A reportagem analisou audiências de deputados e senadores com o presidente, sozinhos ou acompanhados, registradas na agenda oficial de Temer disponível no portal da Presidência. Foram desconsiderados encontros para fotos, eventos, reuniões com bancadas e contatos telefônicos realizados no período.

Embora o período que envolve as eleições tenha começado no início de julho, a campanha oficial teve a largada dada nesta quinta (16) — sem a presença de Michel Temer como cabo eleitoral.

A situação do presidente como fiador de “pupilos” no pleito deste ano se difere drasticamente da de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2010. Naquele ano, Lula era o principal personagem por trás da campanha de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto. Lula contava com 87% de aprovação — seu recorde de popularidade –, segundo pesquisa Ibope à época.

Neste ano, o presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, por exemplo, tem se apresentado como candidato da “própria história” e cita com frequência o fato de ter comandado o Banco Central durante o governo de Lula. Quando afirma ter sido ministro da Fazenda, nem sempre fala no atual mandatário. (* Colaborou Luciana Amaral)

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