Ao lado de Ricardo Coutinho, Haddad visita a Paraíba e detona Aécio e Cássio Cunha Lima

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Fernando Haddad, candidato à vice-presidência e porta voz oficial do ex-presidente Lula, esteve ontem em campanha em Campina Grande (PB). Ao lado do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) e João Azevedo, candidato à sucessão de Coutinho, Haddad destacou que Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Disse que tem visto e ouvido muita gente “defendendo Lula e dizendo que ele foi o melhor presidente da república. É por isso que Lula está na liderança das pesquisas e vai continuar subindo”. O porta-voz de Lula apontou a perseguição política, jurídica e midiática que o ex-presidente vem sofrendo, parte de complô para desestabilizar a democracia no Brasil, “que agora tenta impedir que o Lula volte à Presidência”.

O candidato a vice de Lula falou sobre a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU emitida na última sexta-feira (17/08). “O organismo internacional mais importante do mundo, exigiu que o Estado brasileiro garanta a candidatura de Lula à presidência”. Ele afirmou também que o povo conhece Lula porque conhece seus “50 anos de vida pública, sabe que ele refundou o sindicalismo no Brasil e é reconhecido como líder internacional”.

Haddad elogiou muito Coutinho. Chamou-o de estadista e frisou que ele pode vir a ser um elemento-chave no próximo governo. O candidato a vice de Lula destacou também a sensibilidade de Coutinho nas questões sociais, na compreensão da dimensão do Brasil e mesmo da complexidade que é administrar um país com tantos desafios.

É uma informação nova no que diz respeito ao comportamento político de Fernando Haddad. O porta-voz de Lula segue a cartilha clássica do discurso de campanha, certamente orientado por Lula: a exaltação das lideranças regionais, entremeadas com análise qualificada de geopolítica e o papo descontraído que tanto marcou e marca as falas de Lula.

Faz isso para que a transmutação dos discursos e da identificação atinja seu objetivo máximo, que é a associação plena entre as duas personas políticas.

O ex-ministro da Educação ressaltou a situação dramática do golpe e fez a pergunta clássica: ‘quem botou o Temer lá? Ele mesmo respondeu: “o Sr. Aécio Neves e o Sr. Cássio Cunha Lima”, movidos pela ambição desmedida de poder. Haddad ainda destacou a palavra “deslealdade” e usou a forte expressão: “ele [Aécio] inoculou o vírus da ambição sem limites em acordos com Geddel (…) um complô contra a democracia”.

Palavras fortes de um candidato a vice que é mais que um candidato a vice.

Haddad também ergueu a voz e modalizou muito os tons da fala, ora indignada ora exaltada ora contida, no contexto consagrado das campanhas eleitorais. Ou seja: Haddad demonstrou que sua polidez intelectual vai até o momento em que a necessidade permita. No palanque, portanto, Haddad é um político tomado pelo espectro estridente das falas inflamadas e intermitentes, sem hesitação e com o senso de humor aguçado.

Esse dado é bastante relevante para que se possa fazer prognósticos sobre a perfomance eleitoral de Haddad. De fato, o porta-voz de Lula pode cumprir um papel decisivo na consolidação do patrimônio eleitoral mais impressionante e resiliente que o país já testemunhou.

Haddad fala como mensageiro de Lula, reitera isso a todo o momento, mobilizando a atenção e o apelo emocional do público e consequentemente, do eleitor.

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