BOMBA: Aplicativo de apoio a Bolsonaro pode acessar sua câmera e roubar suas senhas; SAIBA!

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Cuidado quando receber arquivos pelo WhatsApp — principalmente se o arquivo fizer referência ao candidato à presidência Jair Bolsonaro. Grupos de seguidores do candidato estão utilizando o aplicativo de mensagens para espalhar um programa chamado Bolsocop, que transforma o dispositivo dos usuários que o instalam em um robô de spam, que irá compartilhar automaticamente publicações da campanha do candidato pelo Facebook.

O Bolsocop é uma espécie de browser com as cores da bandeira do Brasil, que ao ser clicado levará o usuário a uma tela de login do Facebook. Lá o programa pede as credenciais de usuário da rede social para que possa completar a instalação. Assim que instalado, o aplicativo começa a postar automaticamente as publicações dos perfis oficiais de Bolsonaro em todos os grupos que a pessoa participa, além da timeline do perfil pessoal.

Na prática, isso torna o usuário um replicador zumbi de conteúdos, o que faz com que o algoritmo do Facebook acredite que esses conteúdos possuem relevância maior do que o real. Além disso, o aplicativo é do tipo que possui permissão para acessar qualquer coisa do dispositivo da pessoa que o instalou, podendo até mesmo espionar o usuário através da câmera ou roubar senhas de bancos – o que faz o programa ser essencialmente um malware.

De acordo com os criadores, o objetivo do Bolsocop é criar um “exército de robôs” para combater as fake news relacionadas ao candidato. O problema é que, na prática, ele pode trazer problemas para o candidato, já que a Lei das Eleições proíbe o uso de perfis falsos e robôs nas redes sociais para fazer propaganda eleitoral.

Apesar da mensagem enviada não trazer informações sobre os criadores do aplicativo, uma investigação do site The Intercept Brasil descobriu que ele foi desenvolvido por um grupo chamado JF Startup Studio. Essa empresa está situada na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia, e trabalha com o desenvolvimento de softwares de vendas nas redes sociais, como programas que enviam mensagens automáticas pelo WhatsApp ou que garantem aumentar o número de seguidores e curtidas no Instagram. Contatado pela equipe do Intercept, um dos sócios da empresa afirmou que a iniciativa tinha partido dos próprios eleitores e não tinha nenhum vínculo com formal com o candidato, o que também foi confirmado por telefone pela assessoria de Bolsonaro.

De Rafael Rodrigues da Silva no site Canaltech.

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