Após pesquisa da XP Investimentos, Mercado não tem dúvidas sobre disputa entre Haddad e Bolsonaro

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Relatório da XP Política, o braço de análises da corretora XP, a maior do país e ligada ao Banco Itaú, é taxativo: “a principal aposta da XP Política hoje é um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)”. A análise tem como fundamentos a “astúcia tática de Lula” e a inviabilização de Alckmin.

O texto é um reconhecimento do acerto a linha estabelecida por Lula e prevê um rápido crescimento de Haddad: “Fernando Haddad é a novidade da semana. Depois da astúcia tática de Lula de manter sua candidatura até ser derrubado pelo judiciário, coisa que evitou que os votos do PT se espalhassem, Haddad agora passará a fazer campanha. Não é exagero dizer que, com o PT em campanha, as eleições começaram de fato. (…) Ele vai crescer nas pesquisas das próximas semanas, e, se nada de anormal acontecer, estará no segundo turno, embalado por uma campanha publicitária tocada por marqueteiros que, até agora, tem feito um bom trabalho acertando o tom emocional e a leitura política da corrida”. Para os analistas do mercado financeiro, “veremos movimentos de votos nos próximos dias. Haddad tende a crescer, se distanciando do “segundo pelotão” temporário em que hoje está ao lado de Alckmin, Ciro e Marina Silva”.

Na análise, os intérpretes do ‘mercado’ avaliam que depois da facada inviabilizou-se a tática de Alckmin de crescer baseado no combate a Bolsonaro e abriu “um caminho claro [Bolsonaro] para chegar ao segundo turno”. Para eles, a tática de Alckmin vinha surtindo efeito até o ataque a Bolsonaro, que viu-se catapultado ao centro da agenda da mídia conservadora de massas. “Está mais difícil a vida do tucano hoje que dez dias atrás, e o tempo está mais curto.” O texto questiona a competência política de Bolsonaro para sair do gueto da extrema-direita: ” A foto desde a UTI hospitalar fazendo gesto de metralhadora é a evidência visual de que o político do PSL perdeu o primeiro momento de se colocar como o estadista que não é. (…) A soma do pífio aproveitamento do fato político gerado pelo ataque e da desorganização que virou sua campanha sem o “número 1” para coordenar os diferentes grupos rivais tem impedido um importante reposicionamento da campanha de Bolsonaro.”

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