SABATINA FOLHA: Haddad vai peitar a Globo e mandar no Exército; SAIBA!

0

Sobre a sabatina de Fernando Haddad ao UOL/Folha/SBT na manhã de 17/IX, o Conversa Afiada reproduz os principais trechos (de forma não literal):

Quem vai governar: o senhor ou o presidente Lula?

– As pessoas querem criar falsos antagonistas onde não existem. Lula foi o maior presidente da história do país. Foi um grande governo, um grande estadista, projetou o Brasil dignamente para o mundo inteiro, incluiu milhões de pessoas que não tinham acesso a nada…

Continua depois da Publicidade

– Considero ele um grande conselheiro.

– Quem vai dar a palavra final? O Presidente é quem assina Lei, assina decreto. Mas eu jamais ignoraria o conselho do presidente Lula.

Indulto a Lula:

– Quando vocês da imprensa passaram a abordar esse tema, ele fez uma carta: “eu não troco minha dignidade por minha liberdade, quero que os tribunais superiores reconheçam que não há provas contra mim”.

– Lula terá Justiça. Isso se transformou numa campanha internacional.

– A ONU deve julgar o mérito do caso Lula no primeiro semestre de 2019.

– Aquele processo não tem sustenção! Não é o Haddad que está dizendo: são centenas de juristas que se debruçaram sobre o processo, foi a ONU…

– O processo é cheio de vícios! É muito grave o que aconteceu!

Controle da Lava Jato:

– Não. Mas eu pretendo aperfeiçoar parte da legislação. Por exemplo: o delator mentiroso. Não está claro o que acontece com o delator que é um mentiroso.

– Punições para os delatores mentirosos!

– A legislação ficou muito fraca para o corruptor! Muito frouxa! E geralmente o corruptor é o delator mentiroso.

– Regra geral, o corruptor é o que mais mentiu.

– Faremos ajustes em parceria com o Ministério Público.

Controle social da mídia:

– Sim. Sou a favor de que não haja excesso de concentração de propriedade. Sobretudo propriedade cruzada.

– A legislação proíbe caciques regionais, que mandam em tudo.

– Isso é estabelecido no mundo todo. Mas aqui parece que o Estado quer se meter…

– Jornais brasileiros tentaram entrar na Justiça para fechar sites internacionais em Português: DW, Intercept, El País… Os jornais brasileiros pediram ao STF que censure seus concorrentes.

– As agências internacionais são bem vindas! Quem tem medo da diversidade?

Se Haddad for eleito, mais um candidato derrotado – Bolsonaro – irá questionar os resultados… Estaremos expostos mais uma vez a um governo instável?

– Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, disse que não se deveria contestar resultado eleitoral, que os tucanos não deveriam ter aprovado as pautas-bomba do Cunha, nem ter embarcado no governo Temer.

– TSE deve se pronunciar contra essas afirmações de Bolsonaro!

– A grande maioria do Congresso irá discordar desse discurso do Bolsonaro.

– Ele não deve fazer uma grande bancada.

– O Congresso está ciente de sua responsabilidade. O Brasil precisa de serenidade.

Eleição sem Lula é fraude?

– Após essas eleições, nós vamos continuar a defender que o Lula tinha o direito de concorrer. Vamos continuar a lutar junto aos organismos internacionais.

– Villepin esteve comigo! Zapatero! Noam Chomsky! Cardenas! Esquivel! Vou manter minha rotina de visitas a Lula, na campanha e também se eleito.

– Lula é uma personalidade internacional!

Presidente por procuração?

– Ciro me convidou para ser vice da chapa dele. É meu amigo, eu o estimo…

– Eu que falei com ele. Procurei Ciro em janeiro, falei com Mangabeira Unger na minha casa, “temos que compor uma chapa de centro-esquerda…”

– Levei o Carlos Lupi em fevereiro, no Instituto Lula.

– Eu busquei aproximação de todas as partes da centro-esquerda para uma aliança contra o obscurantismo.

– Não foi possível no primeiro turno, mas será no segundo turno.

– Construirei um amplo campo de apoio popular!

Governos Lula e Dilma:

– Entendo que, de 2003 a 2012, foi praticamente irretocável! Fomos muito bem!

– De 2013 a 2014, a própria Dilma assumiu que não tomaria certas medidas que tomou…

– Na minha opinião, repito e faço coro: a crise de 2015-2016 não se explica por esses erros. Houve uma instabilidade política que foi responsável pelo ambiente de insegurança econômica e jurídica que fez retrair o investimento privado.

– Foi um ato político da oposição!

Questão fiscal:

– Temos um problema fiscal. Nossa divergência com o PSDB é como resolver, em que horizonte.

– O que PSDB e Bolsonaro propõem é um remédio que irá tornar a retomada ainda mais lenta.

– Precisamos garantir responsabilidade fiscal, redução da dívida pública.

– Não adiante o mercado querer ensinar o que ele próprio não conseguiu.

– Vocês pedem para o PT fazer autocrítica… Mas e o mercado, que quebrou o mundo inteiro, que criou o problema do Lehmann Brothers?

– Quando o “mercado” faz bobagem, não aparece ninguém para ser entrevistado…

– Temos que observar a dimensão política e dimensão social.

– Não é razoável exigir que os pobres paguem a conta da crise.

– Reforma da Previdência: vamos abrir uma mesa de diálogo.

– Não tenho tabu de discutir todas as variáveis. Mas temos que sentar e negociar. Tem várias partes envolvidas!

– No primeiro ano, temos que propor a reforma bancária. Chegou o momento de enfrentar os bancos!

– Existe uma cartelização bancária no Brasil!

– Não adianta tirar o nome do povo do SPC se os juros continuarem altos!

– Reforma tributária e reformas complementares, inclusive fim do teto de gastos!

Eu não quero interromper o senhor…

– Mas eu tenho sido tão interrompido ultimamente…

– Tenho boa relação com o Ilan Goldfajn.

– Quero punir quem cobra muito e incentivar quem cobra menos juros.

Ilan é um bom nome para o BC?

– A equipe do Temer ficou muito marcada…

– A política tem que ser seguida pelo plano de governo.

– Você concorda com as bases do governo? Se as pessoas dizem “sim”, serão convidadas.

– Precisamos de aquecimento imediato da economia!

Política de alianças:

– Eu disse em 2012 que aceitaria o apoio de todos os partidos da base de apoio do governo federal. Não faria sentido negar apoio de partidos que me apoiaram como ministro.

– Mas agora não estamos mais no governo federal. Sofremos um Golpe!

– Vamos começar pelo Campo Democrático Popular. Estou em conversa permanente com governadores do PSB, dissidências de outros partidos…

– E o Centrão? Abraçou outro projeto…

– A população não quer continuidade da política econômica do Temer, como querem Alckmin e o Centrão.

– Eu considero muito difícil o MDB manter a unidade depois do governo Temer. Provavelmente vai ter uma reforma partidária e uma reacomodação de forças.

– Somos a favor de voto no Legislativo junto ao segundo turno das eleições para o Executivo.

Haddad vs. Bolsonaro – o PT aceitaria apoio do PSDB?

– Tem apoio para evitar o mal maior… Não sei que apoio o PSDB daria nesse cenário…

Conciliação:

– Sem perder a firmeza de propósitos, você tem que abrir um espaço para construir consensos.

Escolha dos ministros do STF:

– Tem que ter algum critério para escolha! Hoje parece conversa de cocheira…

– Não vamos repetir os governos passados. Vamos avançar na agenda.

– Se identificamos que algo não funcionou bem, vamos insistir?

– É um jogo de bastidores, que não tem qualquer acompanhamento da sociedade.

– Precisamos ouvir a comunidade jurídica, abrir uma discussão mais ampla.

– O poder de um ministro do Supremo, se considerarmos o tempo, é maior que o do presidente da república!

A mudança no comando do Supremo, com Toffoli, pode favorecer essas mudanças?

– O Executivo não pode reformar outro poder imperialmente!

– Pode ser um mandato de 15 anos para cada ministro, sem problema. Mas uma pessoa ficar até os 70 anos…

Privatizações e estatais:

– A gente chama de estatal muitas vezes o que não é…

– Falta no ordenamento jurídico uma forma de empresa pública que não é nem autarquia nem estatal.

– Precisamos analisar as empresas caso a caso.

– Com nossa reforma bancária, os juros para o tomador final irão cair.

– BNDES: precisamos de juros compatíveis com o padrão internacional, para favorecer as empresas brasileiras.

– A empresa brasileira está sufocada. Se precisar de capital de giro, o lucro dela vai pro ralo.

Política de drogas:

– Tem uma lei de 2006 que separava o uso de drogas e o tráfico. Mas não deu os efeitos desejados: a Polícia e a Justiça definem o que é uma coisa, o que é outra…

– O encarceramento em massa está acontecendo!

– Centenas de milhares de pessoas estão presas por tráfico. Quando você analisa, muitos estão presos por uma quantidade irrelevante.

– O traficante de verdade não vai preso.

– Queremos que alguns crimes sejam federalizados. Que a PF atue no ciclo completo.

– Entendemos o apelo da intervenção militar no Rio. Mas entendemos que essa ajuda tem que ser de natureza civil. A formação do Exército é para outra coisa.

Comentário do Villas-Bôas:

– O Comandante em Chefe das Forças Armadas é o presidente!

– Mas quando você tem um presidente sem autoridade, todo mundo fala pelos cotovelos…

– Um cidadão não será punido se pedir intervenção militar. Mas quem está debaixo de uma hierarquia deverá defender a Democracia!

– Não terá acordo com quem quer sabotar a Democracia. Nem com gestos, declarações, nada. Se for cargo de confiança, vai pra rua no dia seguinte!

– Não se brinca com isso! Ato disciplinar!

– Ou defendemos a Democracia ou, ali na esquina, vai surgir uma solução autoritária.

Política industrial

– Subsídios devem ser temporários. E o setor deve demonstrar que poderá se sustentar.

– Hoje as plataformas da Petrobras são feitas em Cingapura… Mas a indústria naval estava rendendo os objetivos desejados: empregos, especialidades, tecnologia.

– A Petrobras, se não tivesse perdido o mando do pré-sal, seria a maior compradora de plataformas do mundo!

Corrupção:

– Eu celebrei o fim do financiamento empresarial. Isso está na raiz dos problemas.

– Essa campanha vai ser muito melhor que as campanhas passadas.

– Só se descobre corrupção quando se fortalece os mecanismos de controle. E quem mais fortaleceu os mecanismos de controle foram os governos do PT.

– Não podemos passar à sociedade qualquer dúvida sobre nosso desejo de fortalecer esses mecanismos.

– Em São Paulo, com a controladoria do município, desmontamos em três meses uma máfia que desviou 500 milhões de reais!

Visita a Curitiba:

– Temos uma liderança da estatura do Lula. Isso tem muito mais bônus que ônus.

– Ele é amado por onde a gente anda. A população queria eleger Lula no primeiro turno!

– Defendi a entrada de Lula no governo Dilma!

– Lula só topou ser ministro por uma circunstância específica…

– Dilma será senadora. Aécio nem se dispôs a concorrer com ela. Se ela terá cargo no meu governo? Vamos ver…

– Temos que buscar a Justiça para Lula.

– Vou continuar na campanha Lula Livre

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.