Elio Gaspari critica Bolsonaro por contestar urnas eletrônicas

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A Coluna de Elio Gaspari na Folha de S.Paulo fala sobre o delírio de golpe vindo de Jair Messias Bolsonaro para essa eleição. “Não é preciso ser um gênio para perceber que há um farfalhar golpista no ar. Bolsonaro—como Donald Trump— diz temer uma fraude na contagem eletrônica dos votos. Trump ganhou e não tocou mais no assunto. O general Hamilton Mourão sonha com uma nova Constituição, redigida por sábios e sagrada num plebiscito”.

E o jornalista desenvolve esse raciocínio: “se houver um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro e o capitão reformado ganhar, será o jogo jogado. Se Haddad sair vencedor, a tese da vitória sem legitimidade irá para a mesa. A teoria do ‘conselheiro’ serve à sua retórica”.

Por isso, ele encerra a coluna recorrendo à história: “as vivandeiras civis associadas à anarquia militar contestaram a legitimidade eleitoral em 1889 e em 1930 (com sucesso), em 1950 (fracassando até 1954, quando Getúlio Vargas matou-se) e em 1955 (com a teoria da falta de maioria absoluta de Juscelino Kubitschek). Coisa do século passado? Em 2014, Aécio Neves contestou a vitória de Dilma Rousseff. Depois, contou que a iniciativa foi uma ‘molecagem’ para ‘encher o saco’. Vá lá”.

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