Jornal Nacional exibe longa reportagem sobre acusação de corrupção que envolve Ciro Gomes

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O Jornal Nacional da Rede Globo exibiu uma longa reportagem sobre a delação dos executivos da Galvão Engenharia, homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Os executivos relatavam que o irmão de Ciro recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doação oficial para o PSB. A base da reportagem é um texto publicado no jornal O Globo. Ciro é citado:

Segundo “O Globo”, o delator Jorge Henrique Marques Valença, ex-executivo da construtora, disse que Lúcio Gomes “orientava a empresa a procurar diretamente Ciro ou Cid para uma ‘conversa institucional’, na qual deveriam indicar a ordem dos recebimentos das pendências que deveriam ser cobradas”.

A Galvão Engenharia detinha alguns dos principais contratos da gestão cearense, como a Arena Castelão, o Eixão das Águas e o centro de eventos da capital.

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O delator, no entanto, afirmou que nunca esteve com Ciro e que o presidenciável e o irmão dele, o então governador Cid Gomes, procuravam “dar uma aparência institucional ao serem abordados sobre pagamentos devidos pelo estado do Ceará à empresa”.

Segue outro trecho da reportagem

Executivos da Galvão Engenharia relataram, em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que Lúcio Gomes, irmão do candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doação oficial para o PSB.

A informação foi publicada no Jornal “O Globo” neste sábado (22). De acordo com a reportagem, o dinheiro foi repassado em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes, outro irmão do presidenciável do PDT, entre os anos de 2007 e 2014.

(…)

A reportagem do Jornal “O Globo” também informa que, para confirmar os relatos, o ex-executivo entregou comprovantes bancários dos repasses oficiais. São planilhas internas com o controle da entrega de dinheiro em espécie e também e-mails.

Em um e-mail de 16 de dezembro de 2010, a superiores na empreiteira, o delator avisa que já havia previsão para o pagamento a ser feito e pede que os executivos da construtora procurem Cid e Ciro.

“Já tem orçamento! Só falta o ok do governador [Cid Gomes]. Estou agindo, mas é importante a ajuda do Mário com o irmão mais velho [Ciro Gomes], que já está no Brasil”, diz a mensagem.

Mário, citado na mensagem, é Mário Galvão, sócio da empresa, e também delator.

Naquela semana, de dezembro de 2010, de acordo com “O Globo”, a imprensa noticiou que Ciro Gomes estava em viagem à Europa e retornaria ao Brasil na quarta-feira, 15 de dezembro. O e-mail foi enviado, portanto, no dia seguinte ao seu retorno.

(…)

Em entrevista durante ato de campanha em Belo Horizonte neste sábado, Ciro Gomes repudiou as acusações.

“O povo brasileiro precisa saber que eu tenho 38 anos de vida pública, 38, inteirinhos. Já fui prefeito, já fui governador, já fui ministro duas vezes. Nunca fui sequer investigado ou acusado por ninguém. Será que agora, a três semanas das eleições, quando tudo parece que eu estou virando o jogo para ganhar, é que vai surgir alguma coisa sem ninguém assumir a responsabilidade por isso? Aí tem, todo mundo sabe”, disse o pedetista.

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