CANDIDATO DE AÉCIO: Anastasia ameaça que vai privatizar CEMIG e COPASA

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Em declaração feita em uma entrevista para a TV Alterosa de Belo Horizonte, o candidato aecista ao governo do estado, Antônio Anastasia, confessou que pretende “cortar no tutano” a estrutura pública de Minas Gerais. No jargão dos tucanos isso significa demolir o estado e, além de piorar a qualidade dos serviços públicos, como saúde, educação, segurança, infraestrutura, habitação e outros setores, Anastasia também pretende vender todas as empresas estatais.

O PASSADO INDICA O QUE AS PESSOAS FARÃO NO FUTURO
Quem tem dúvidas de que a Cemig, a Copasa e todas as demais estatais mineiras podem ser privatizadas, caso Anastasia leve o aecismo ao governo do estado, deve pesquisar o passado de Aécio e de seu candidato. Eles sempre trataram com o mais absoluto descaso o patrimônio público. Em exemplo disso é o caso da Cemig, empresa que os aecistas quase quebraram.

RELAÇÕES INTIMAS ENTRE A ANDRADE GUTIERREZ E AÉCIO

Nas vésperas das eleições de 20154, mensagens trocadas entre executivos da Andrade Gutierrez (AG) pelo WhatsApp — interceptadas na Operação Lava-Jato — revelam que eles estavam em franca torcida pela vitória do tucano Aécio Neves na eleição presidencial de 2014. Segundo a Lava-Jato, a AG foi a maior doadora de recursos da campanha do senador Aécio Ne exves. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que a empreiteira fez 322 doações ao então candidato tucano à Presidência que somaram mais de R$ 20 milhões, dos R$ 23 milhões doados pela construtora a todos os candidatos naquela eleição.

LIGAÇÕES ANTIGAS ENTRE O TUCANATO AECISTA E A AG

Entre o aecismo e a AG existem antigas e estreitas relações que remontam ao governo Eduardo Azeredo (1995/1998). Em 1997, um acordo de acionistas possibilitou que a American Electrical Systems (AES) se apropriasse de um terço das ações ordinárias da Cemig, além de ter outros privilégios contratuais que lhe davam controle da empresa. Tudo fazia parte do plano de privatização da estatal, preparado pelo governo Eduardo Azeredo, seguindo as políticas do então presidente FHC, conforme ficou bem-exposto no livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior.
Itamar Franco (1999-2002) barrou a iniciativa e conseguiu na Justiça derrubar o acordo de acionistas. Ainda que a AES tenha mantido sua participação na estatal como sócia minoritária, Itamar impediu a empresa de mandar na Cemig.

AÉCIO E ANASTASIA E A PRIVATIZAÇÃO BRANCA DA CEMIG

O projeto de privatização foi retomado por Aécio Neves e Antonio Anastasia (2002/2014), quando entrou em cena a AG. Foi um dos negócios mais nebulosos feitos na onda das privatizações tucanas.

Para viabilizar a negociata, a Cemig comprou, em 2009, a participação da Andrade Gutierrez na Light do Rio de Janeiro por R$ 785 milhões, pagos à vista. A Andrade Gutierrez, por sua vez, deu R$ 500 milhões de entrada na compra de 33% das ações ordinárias da estatal mineira, ficando o restante do valor da compra, no total de R$ 1,6 bilhão, para pagamento em 10 anos com a emissão de debêntures a serem adquiridos pelo BNDES, a juros e taxas facilitadas.

Foi um negócio da China. Em apenas três anos, de 2010 a 2013, a AG recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em dividendos da Cemig, ou seja, em um curto período embolsou mais do que deveria pagar em 10 anos.

LUCROS PARA A AG E PREJUIZOS PARA A CEMIG

Porém, a coisa é ainda mais esquisita. O poder da empreiteira na estatal não se restringe à participação nos lucros. No acordo de acionistas a Andrade Gutierrez garantiu, por meio de artifícios embutidos no documento, o direito de mandar na Cemig, mesmo sendo minoritária.

O controle da AG sobre a Cemig ocorria através da indicação do seu representante na Diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Controle Empresarial das Controladas e Coligadas. Esse diretor tem o poder de decidir sobre os investimentos da Cemig, em especial as grandes construções. Significa que o sócio minoritário é quem decide aonde a empresa vai colocar o seu dinheiro.

Os negócios da Cemig, sob o controle da AG, passaram então a ser definidos pelo interesse do sócio minoritário e não mais pelos do Estado de Minas Gerais, seu maior acionista.
O acordo feito com a AG foi um prato cheio para os governadores tucanos Aécio e Anastasia, que obtiveram vultosas doações em suas campanhas, para a presidência e para o senado, respectivamente

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