Justiça determina prisão domiciliar e tornozeleira para Paulo Preto

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Do Globo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado na Lava Jato como operador de propinas para o PSDB, deverá ficar em prisão domiciliar. O ex-diretor da Dersa, a estatal paulista responsável pelas rodovias do estado, também deverá usar tornozeleira e comparecer quinzenalmente à Justiça. Ele ainda está proibido de frequentar prédios da Dersa, de fazer movimentações financeiras em contas no exterior, de manter contato com os demais investigados, e de deixar o país, devendo entregar o passaporte.

Preso duas vezes este ano por ordem da juíza federal Maria Isabel do Prado, Paulo Preto foi solto em ambas as ocasiões por decisão do ministro Gilmar Mendes, que não havia imposto nenhuma medida cautelar.

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O ministro Ricardo Lewandowski, autor do voto que prevaleceu no julgamento, também propôs o envio de representação para a corregedoria do Ministério Público investigar a atuação do procurador responsável pelo processo de Paulo Preto. Nesse caso, porém, houve empate e a medida não foi adotada.

— Sobre a mudança drástica de depoimento da testemunha Priscila, ela justifica a alteração por ter sido assustada pela pressão, pois o promotor batia na mesa, gritava e a ameaçava de prisão — argumentou Lewandowski.

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