Pastor é investigado por usar igreja como palanque eleitoral para Bolsonaro

Do Jornal da Paraíba

O pastor Estevam Fernandes virou alvo de uma investigação da Procuradoria-Regional Eleitoral, na Paraíba. Ele é suspeito de utilização da Primeira Igreja Batista, em João Pessoa, como palanque eleitoral para pedir votos para o candidato a presidente, Jair Bolsonaro. O Procedimento Preparatório Eleitoral foi publicado no Diário Eletrônico do órgão, nesta terça-feira, 25. Dias atrás, o religioso se tornou estrela de um vídeo divulgado pelos eleitores do presidenciável, com pedido de votos para o capitão da reserva do Exército. No pronunciamento, ele deixa claro a preferência pelo postulante com base nas ideias expressadas por ele durante a campanha. Temas como aborto e identidade de gênero são citados.

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“Pastores de todo o Brasil, éramos um grupo de mais ou menos 108 pastores, durante encontro em Brasília, nos reunimos para pensar o Brasil. Tínhamos ali 4 milhões de eleitores representados por líderes das maiores igrejas de todo o país. Levamos para o debate três candidatos, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. E questionados sobre suas posições, sobre as questões éticas que envolvem o Brasil, com os temas ideologia de gênero e aborto todos deram suas opiniões, mas o mais claro foi Bolsonaro. Temos que alertar que a Pátria corre perigo. A gente quer um país com os valores cristãos, queremos um país que não tenhamos vergonha e nem medo de dizer que cremos na bíblia e em Jesus, na família, no casamento, que menino é menino e menina é menina e também que Deus condena o aborto”, disse.

Recentemente, o Ministério Público Federal, na Paraíba, emitiu um alerta para os religiosos e os partidos políticos. Em entrevista à CBN, o procurador Victor Veggi também deixou claro que há vedação legal para o pedido de voto para candidatos nos templos e cultos. No caso do pastor Estevam, ele recebeu prazo de cinco dias para apresentar defesa. O procedimento deve ser encerrado dentro de 60 dias, podendo ser prorrogado.

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