CRISE: Militares pró-Bolsonaro avaliaram que o general Mourão deveria deixar de ser candidato a vice

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A Coluna do Estadão de Andreza Matais informa que, depois das recorrentes declarações polêmicas, o general Hamilton Mourão perdeu apoio entre os militares. Dentro da alta cúpula, avaliou-se ontem, até mesmo, pedir que ele renuncie à vaga de vice para evitar mais prejuízos à candidatura de Jair Bolsonaro. O movimento só foi abortado no início da noite porque a jogada foi considerada arriscada. A legislação prevê que a troca só pode ser feita até 20 dias antes do pleito, prazo já ultrapassado. Embora haja pelo menos um precedente favorável, o risco de o TSE derrubar a chapa toda seria alto demais.

De acordo com a publicação, dois ex-ministros do TSE disseram à Coluna que a chapa pode ser inviabilizada com a renúncia do vice, mas que no caso de Bolsonaro a Corte poderia considerar que a situação envolve o líder nas pesquisas e adotar novo entendimento. Em 2016, o vice de Iris Rezende renunciou após a vitória na eleição para prefeitura de Goiânia. O TSE considerou que Rezende não poderia ser prejudicado e autorizou a troca. “Há sempre a possibilidade de surgir alguma tese”, afirma um ex-ministro.

Enquanto a ideia de troca do vice ainda empolgava, os nomes mais cotados para substituir o general foram Janaina Paschoal, o príncipe Orleans e Bragança e Alvaro Dias. O candidato do Podemos já disse que não renuncia. Uma ala representativa da Assembleia de Deus, que se declara antipetista, quer anunciar já na próxima segunda-feira apoio a Jair Bolsonaro. A cúpula da igreja, que reúne 22,5 milhões de fiéis, se reuniu ontem em São Paulo, completa o Estado de S.Paulo.

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