XP: Candidato de Lula cresce na intenção de votos, enquanto Bolsonaro chega a 60% de rejeição

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A nove dias do primeiro turno, o clima de polarização protagonizado pelos candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se aprofundou, com a dupla ampliando vantagem sobre os demais postulantes ao Palácio do Planalto e travando duelo equilibrado nas simulações de segundo turno. Cada vez fica mais difícil para os adversários a reversão da tendência de uma disputa, a partir de 8 de outubro, entre os dois candidatos mais bem posicionados na corrida presidencial.

Segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, a distância entre o primeiro pelotão e o segundo agora chega a 10 pontos percentuais, o dobro do que se observou uma semana atrás. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00526/2018 e tem margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Na pesquisa, Bolsonaro manteve a liderança isolada da corrida, mas estacionou aos 28% das intenções de voto. O desempenho é superior em 5 p.p. ao registrado três semanas atrás, antes do atentado a facada sofrido pelo parlamentar durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Com apoio de 32% dos eleitores no Sul e 31% no Sudeste, além de 33% na classe C, o deputado diminui espaços para adversários na via antipetista. Por outro lado, uma de suas fraquezas consiste na expressiva diferença de 15 p.p. entre o apoio do eleitorado masculino (36%) e feminino (21%). Tais fatores podem prejudicá-lo em eventual disputa de segundo turno e até mesmo torná-lo alvo dos efeitos de possível perda de apoio para o chamado “voto útil”.

No retrovisor, Bolsonaro vê Haddad cada vez mais próximo. O petista agora tem 21%, 5 pontos a mais do que na última pesquisa. Desde que foi oficializado candidato à presidência, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele mais que dobrou seu nível de apoio. Nos resultados segmentados, Haddad agora conta com apoio de 31% dos nordestinos, de 26% do eleitorado com nível de escolaridade até o Ensino Médio completo e de 23% daqueles com renda familiar mensal de até 2 salários mínimos.

Com o crescimento, o ex-prefeito paulistano ampliou vantagem sobre seu principal concorrente no “campo vermelho”, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que apenas manteve os 11% de intenções de voto que tinha na semana passada. O pedetista está tecnicamente empatado com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), do “campo azul”, que oscilou de 7% para 8%. O tucano patina até mesmo em faixas de histórico positivo de seu partido em eleições, caso do Sul e do Sudeste, onde não consegue superar os 10% das intenções de voto.

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A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quais candidatos não votariam em hipótese alguma. Marina Silva lidera o ranking da rejeição com taxa de 68%, em uma oscilação ascendente de 1 ponto percentual em comparação com a semana anterior e um crescimento de 8 pontos em um intervalo de um mês. Foi a maior elevação em repúdio registrada entre os principais presidenciáveis.

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